domingo, 19 de julho de 2015

Smartphones podem ajudar no diagnóstico da depressão, aponta estudo

Por Paulo Montenegro - Segundo a OMS, em até 20 anos a depressão poderá se tornar uma das doenças que mais mata no mundo, já sendo considerada inclusive, como o mal do século. Ela atinge cerca de 340 milhões de pessoas, isso corresponde de 2 a 5% da população mundial, porém, ela ainda é vista com preconceito por grande parte da sociedade. A depressão é silenciosa e mortal, ela pode chegar de mansinho na vida de qualquer um, afetando o humor, motivação, e desencadeando uma série de diversos outros problemas de saúde, caso não seja diagnosticada e tratada a tempo.
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Com base nesse princípio, um grupo de pesquisadores da Northwestern University em Chicago decidiu iniciar um estudo que tem como ideia principal que nossos smartphones, poderiam servir como um tipo de detector para ela, baseado no monitoramento do comportamento do usuário.
Até agora, apenas um grupo de pesquisadores resolveu seguir em frente com essa tese, e os resultados são promissores; Cerca de 40 voluntários foram recrutados no site Craigslist, e responderam um questionário padrão demográfico, instalando um aplicativo em seus portáteis, que rastreava sua localização pelo GPS e também alguns dados sobre a forma como o aparelho era utilizado; Duas semanas depois, os resultados colegados eram comparados a outros modelos para tentar determinar se havia ou não uma correlação entre o comportamento e a depressão, e adivinha o que eles descobriram? Pacientes com risco de depressão não só eram mais propensos a passar mais tempo em casa, mas também utilizavam seus gadgets com muito mais frequência! 
Depois de comparar e ajustar diversas variáveis da pesquisa, a equipe estima que a detecção de depressão através dos aparelhos apresentou 87% de eficácia, nada mal hein? Infelizmente, a pesquisa ainda tem muitas limitações, pois ela só cobria um pequeno período de tempo, e apenas uma amostra demográfica de usuários, além do fato de que grande parte dos dados em relação à usabilidade dos dispositivos foi coberta apenas relacionando o que o usuário estava fazendo em um certo período de seu dia.
Pelo menos, já sabemos que nossos portáteis podem ser úteis nesse aspecto, o que ainda deve ser mais explorado no futuro. Ao final da pesquisa, foi concluído que essa abordagem não só gera novas formas de monitorar o comportamento humano associado a depressão, como também oferece novas oportunidades para identificar padrões de comportamento relacionados a outros distúrbios mentais. 
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