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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Caso do “fantasma tarado” é explicado

Uma mulher britânica afirma que ela foi tocada e apalpada por uma presença invisível durante a noite, e suspeita que o autor seja um fantasma pervertido.
Doris Birch, uma avó de Herne Bay, na Inglaterra, afirma que “é como um polvo. Começou meses atrás. Eu estava deitada na cama quando senti um par de mãos sinistras. Eu chutei freneticamente e ele foi embora. Na segunda vez eu atirei o edredom no chão”.
E aconteceram várias vezes desde então. Imaginando que a experiência talvez fosse causada pelas cobertas, Birch tentou dormir sem edredom, e até trocou o colchão. Mas a coisa continuou. A blogueira Alexandra Holzer sugeriu que a melhor forma para investigar o fenômeno seria com um caçador de fantasmas e um conhecimento maior da história da casa. Ela deu a entender que Birch estava sendo atormentada pelo fantasma de um pervertido sexual que abusou de outras mulheres no passado. Mesmo a morte não pode parar o rapaz, e seu espírito ainda abusa de avós durante o sono.
Essa pode ser a explicação, mas antes de chamar caçadores para lidar com o abuso além do túmulo, Birch talvez se interesse por uma explicação mais plausível, uma do livro “Investigação Científica Paranormal”, de Benjamin Radford.
Na verdade, relatos de fantasmas que apalpam não são tão raros assim. Enquanto a maioria das notícias de fantasmas envolvem figuras borradas ou pontos brancos, em fotografias ou pessoalmente, muitas aparecem como a de Birch, que não vê, mas sente a presença à noite.
Crença e psicologia geralmente têm um papel importante nos fenômenos de fantasmas. A melhor pista para entender o que acontece no quarto de Birch é o fato de que as sensações ocorrem sempre à noite, quando ela está dormindo ou quase dormindo ou acordando.
Psicólogos sabem que o cérebro é muito suscetível a alucinações e sonhos lúcidos durante esses momentos, em que a consciência diminui. As pessoas geralmente têm visões quando estão acordando ou quase dormindo. Isso não é mais real do que um sonho, mas pode causar medo e preocupação se a pessoa acredita que as experiências são fruto de um fantasma ou entidade ruim.
Elas geralmente descrevem essas situações como assustadoras, paralisantes, marcantes, e como sendo puxadas ou seguradas por uma força invisível. Muitas também estão convencidas de que estavam completamente acordadas. O relato de Birch bate com esse fenômeno, que tem sua relação com o mito da sucubus: um demônio feminino sensual que abusa dos homens quando estão dormindo.
É importante notar que muitas pessoas completamente sãs e racionais têm essas experiências. O estudioso de lendas David Hufford, em seu livro “O terror que vem a noite”, estima que 15% das pessoas têm esse tipo de experiência alguma vez na vida. Os “ataques” são resultado de funções comuns cerebrais, e a forma e as especificidades são produto do sistema de crenças da pessoa.
Essa explicação psicológica – em oposição à paranormal – também responde dois aspectos da experiência de Birch. O estranho fenômeno parou assim que ela chutou, porque estava completamente acordada no momento. É por isso também que trocar o colchão não levou o fantasma embora; o problema não estava nele, nem na casa, mas nos distúrbios de sono.
Não é surpresa que as pessoas que não possuem conhecimento de psicologia interpretem suas experiências como reais, assustadoras, e causadas por um fantasma. Ironicamente, os caçadores de fantasmas acabam pondo mais fogo nos medos como o de Birch do que ajudando. E no final, a verdade é mais confortante do que acreditar que você está sendo apalpado por um fantasma de um pervertido desencarnado.[LiveScience]
Matéria extraída do HYPESCIENCE
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