Seguidores

terça-feira, 20 de outubro de 2015

10 curiosidades incríveis e desconhecidas sobre os furacões

 chamados desastres naturais possuem questões interessantes que envolvem seus acontecimentos, sejam eles terremotos, tsunamis, furacões e outros. Isso faz com que se tornem temas frequentes das matérias publicadas pelo Mega Curioso.
Na semana passada, por exemplo, mostramos 10 fatos que você provavelmente não sabe sobre os terremotos, e agora o nosso foco são os furacões. Ao contrário dos tremores de terra, que possuem cerca de 500 mil ocorrências ao ano no mundo, esses fenômenos ocorrem por temporada. Mesmo que pareçam extremamente incidentes nessas épocas, cerca de 85 furacões ou ciclones tropicais, apenas, se formam em um ano no planeta.
Entretanto, se você já teve a oportunidade de presenciar um desses desastres, ou se já assistiu ao antigo e aterrorizante “Twister”, sabe do que essas tempestades com chuvas, trovoadas e ventos fortes são capazes. O fato é que, mesmo sendo extremamente perigosos e destruidores, os furacões nos fascinam e possuem diversas curiosidades. Por isso, trazemos nesta matéria 10 desses fatos interessantes e desconhecidos sobre esses fenômenos.
Confira a lista baseada numa publicação que foi feita pelo site Mother Nature Network e saiba mais sobre essas tempestades que, entre vacas e caminhões arrastados, podem acabar com cidades inteiras.

1. Diversos nomes, mas qual é a diferença?

O nome que, de maneira científica e verdadeira, enquadra todas as ocorrências desse tipo de fenômeno é “ciclone tropical”. Porém, as outras nomenclaturas conhecidas são utilizadas de acordo com o local onde essas tempestades se formam.

Imagem de um verdadeiro furacão, formado sobre oceano Atlântico
Furacão, por exemplo, só é assim chamado quando o ciclone tropical se forma sobre o oceano Atlântico. Quando a formação acontece sobre a região nordeste do oceano Pacífico, se chama Tufão, e, se ocorrer no Pacífico Sul ou no Índico, o nome utilizado é simplesmente ciclone.

2. Nomes de políticos

Atualmente, as principais ocorrências de ciclones tropicais na América do Norte recebem um nome próprio diferente. Mas os primeiros registros desse tipo de situação aconteceram na Austrália, no início do século 20, quando um meteorologista resolveu batizar os fenômenos com nomes de políticos dos quais ele não gostava. Seu objetivo era fazer uma comparação para mostrar que esse pessoal também é capaz de “vagar sem rumo, causando grande sofrimento”.
Cá entre nós, já imaginou se no Brasil acontecesse um ciclone para cada político que mais parece uma “catástrofe” no poder?

3. Por que eles são batizados atualmente?

Desde 1950, o sistema de batismo dos ciclones tropicais com nomes próprios é utilizado. O objetivo da Organização Meteorológica Internacional (OMM) é facilitar o entendimento por parte do público para os avisos e orientações que cada ocorrência pode ter.

Imagem espacial do furacão Irene de 2011
Como a temporada de furacões pode ter momentos de muita atividade, às vezes com múltiplas tempestades se formando ao mesmo tempo, essa medida se torna muito importante. Por isso, a organização cria seis listas com 21 nomes para serem adotados durante as temporadas anuais de ciclones. A lista só vai ser repetida no sétimo ano após a sua utilização. Nesse processo, alguns nomes podem ser aposentados e outros entram em seu lugar.

4. O furacão mais caro da história

Em 2005, o furacão Katrina desbancou o Andrew como o desastre dessa natureza que causou maior prejuízo por seus danos. Os US$ 45 bilhões (cerca de R$ 175 bilhões na cotação atual) do Katrina bateram o recorde de US$ 23,7 bilhões em prejuízos que reinava até então. Ao todo, mais de 1 milhão de pessoas ficaram desabrigadas e mais de 1,3 mil morreram em função do desastre que atingiu, principalmente, o estado americano da Louisiana, em 2005.

A cidade de Nova Orleans ficou inundada após a passagem do furacão Katrina em 2005

5. O furacão com a maior duração

Em Júpiter, há uma enorme mancha vermelha que foi registrada em imagens feitas por nossos telescópios. Esse ponto observado na atmosfera do grande planeta, na verdade, se trata de uma tempestade de alta pressão, que se assemelha a um furacão na Terra, e está em atividade há pelo menos 400 anos, quando aconteceu a primeira observação dos humanos por telescópio.
Isso faz da tempestade de Júpiter o mais longo e contínuo furacão que o homem conhece. O fenômeno segue ativo porque é alimentado por uma fonte de calor e nunca atravessa porções de terra, como acontece por aqui.

A mancha vermelha de Júpiter
Um fato interessante sobre essa tempestade jupteriana é que ela é extremamente grande, de maneira que caberiam três planetas Terra no seu interior.

6. O maior assassino de todos os furacões

O Furacão de 1900 matou 8 mil pessoas oficialmente e é considerado o mais mortal de toda a História. Os ventos dessa tempestade atingiram a cidade de Galveston, no Texas, já na categoria 4, com rajadas que ultrapassavam 215 km/h (a escala que mede os ciclones tropicais possui 5 níveis medidos pela velocidade dos ventos; a categoria 4 engloba de 210 a 249 km/h).
Como nessa época ainda não havia nomenclatura oficial para esse tipo de desastre, esse fato ficou historicamente conhecido por diversos nomes além de “Furacão de 1900”, como “A Grande Tempestade”, o “Grande Furacão de Galveston” e outros.

7. No olho... Do furacão!

Até que ponto você iria para provar as suas habilidades e mostrar que é “o cara”? Bem, no ano era 1943, o coronel Joseph B. Duckworth resolveu voar no meio de um ciclone que passava pelo Golfo do México, perto da cidade de Galveston. Ele foi a primeira pessoa na história a passar voando pelo olho de um furacão.
Tudo isso só para provar sua capacidade aos seus companheiros pilotos britânicos. Bem, não à toa, Duckworth apareceu recentemente aqui no Mega Curioso, na lista das cinco pessoas que colocaram a vida em risco para vencer apostas estúpidas, e que você confere clicando aqui.

8. Os nomes aposentados


Os nomes e as rotas dos fortes ciclones tropicais de 2005 que tiveram seus nomes retirados da lista da OMM
Para o nome próprio de um ciclone tropical ser retirado da lista da Organização Meteorológica Mundial, o fenômeno tem que ser extremamente forte, de maneira mortal ou causando enorme prejuízo. Por motivos de sensibilidade, para evitar confusão histórica, facilitar o trâmite de ações legais envolvidas e respeitando o teor de importância do fato, a nomenclatura então é substituída por outra, do mesmo gênero. Para que isso aconteça, o país afetado deve solicitar a retirada à OMM, que por sua vez autoriza ou não a “aposentadoria”.
Entretanto, essa medida não é eterna e o nome pode voltar a figurar na lista após 10 anos do acontecido. O ano de 2005 foi o que mais teve nomes substituídos na lista, com a ocorrência de 5 grandes ciclones tropicais: Dennis, Katrina, Rita, Stane e Wilma.

9. O sentido dos ventos

Os furacões, no Hemisfério Norte, giram no sentido anti-horário, enquanto no Hemisfério Sul os ventos vão a favor do relógio. Já o caminho trilhado por cada ciclone pode ser em qualquer direção, na medida em que é o fluxo da atmosfera superior que empurra a tempestade para um lugar.

10. A Tempestade Perfeita

Assim é conhecido o evento de outubro de 1991, quando três fortes tempestades se encontraram sobre o oceano Atlântico e formaram uma condição meteorológica que acontece somente a cada 50 e 100 anos. A informação é de Bob Case, meteorologista aposentado da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.

Cena clássica do filme Mar em Fúria (2000), baseado no acontecimento da "Tempestade Perfeita", de 1991
Com ventos de mais de 193 km/h e ondas de mais de 100 metros de altura, o fato histórico causou estragos numa região que engloba desde o norte da Nova Inglaterra, no extremo nordeste dos EUA, até a ilha de Porto Rico, na América Central.
A catástrofe afundou o barco de pesca Andrea Gail, matando todos os seis passageiros a bordo em uma história que inspirou o livro best-seller “A Tempestade Perfeita”, de Sebastian Junger. O filme “Mar em Fúria”, de 2000, também é baseado na história da Tempestade Perfeita.
Postar um comentário