SPIDER

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Polícia do DF apura vídeo com fotos e descrição sexual de adolescentes.

Fotos de garotas do DF usadas em montagem de conotação sexual; Polícia Civil investiga o caso (Foto: WhatsApp/Reprodução)
Imagens foram tiradas de perfis na web e são acompanhadas de funk. Dez alunas de uma escola pública de Planaltina aparecem no registro. Mãe de uma das jovens, uma auxiliar de escritório que preferiu não se identificar conta que denunciou o caso à 16ª Delegacia de Polícia em outubro. Ela descobriu o vídeo por meio da própria filha, depois de chegar do trabalho. Segundo a mulher, a menina não tem inimigos.(VEJA FOTOS E +)A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a origem de um vídeo que circula em redes sociais usando fotos de garotas entre 12 e 15 anos de Planaltina, atribuindo-lhes “característica sexuais”. As imagens foram retiradas de perfis em páginas da web – são selfies em casa e na escola ou registro de biquínis. A montagem é acompanhada por uma música do ritmo funk.

“Ela ficou bastante abalada, estava chorando. Por sorte, [na época] não estava tendo aula [por causa da greve de professores da rede pública], porque o impacto teria sido maior”, afirma a mulher.
Além dela, outra mãe registrou ocorrência pelo crime na polícia. O vídeo traz mais de dez meninas e todas estudam no Centro de Ensino Fundamental 02, conhecido como Paroquial. Junto às fotos, há frases com conteúdo pornográfico, com supostas indicações do que as garotas fariam.
“Ela recebeu o vídeo de uma coleguinha, e todo mundo ficou comentando e perguntando se ela viu que estava no vídeo. É uma coisa horrível. São só palavrões, fotos delas, frases baixas. Do lado do nome e da foto da minha filha, vem ‘dente torto de tanto chupar’. Isso é um absurdo. Ela só tem 12 anos”, disse a mulher.A auxiliar de escritório diz desconfiar que a montagem tenha sido feita por alguém da escola e conta que tentou pedir ajuda à coordenação. Procurada pelo G1, a Secretaria de Educação negou que a direção foi comunicada a respeito do problema e não informou se pretende adotar alguma postura sobre o ocorrido. 
O caso é investigado como difamação. Se o responsável for descoberto e houver condenação, ele pode pegar entre 3 meses e 1 ano de prisão. A auxiliar de escritório afirma fazer questão de que o autor do vídeo seja identificado.
Fachada da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) (Foto: Raquel Morais/G1)Fachada da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) (Foto: Raquel Morais/G1)
“Se foi um coleguinha, tem que tomar um medo para nunca mais fazer isso. Isso aí é injúria e difamação, está acabando com a imagem de várias pessoas. Imagina uma menina de 12 anos passando por essa situação”, diz a mãe. “Ela tem medo de sair na rua e ser apontada. E, mesmo ela ficando em casa na época da greve, sofreu constrangimento. Chorou, ficou revoltada.”
Fachada do Centro de Ensino Fundamental 02 de Planaltina, no Distrito Federal, conhecido como Paroquial (Foto: Raquel Morais/G1)

A Polícia Civil informou ter suspeitos de quem comentou o crime, mas não informou quantos são nem se já foram intimados a depor. Ao todo, três montagens circulam na web.“Eu também fiquei revoltada, viu? É um absurdo você ter sua filha, você sabe qual criação você dá, ela está ali, e alguém pega uma foto da sua filha no Facebook na maldade e faz um vídeo somente para difamá-la e acabar com a imagem. A gente nunca aceita uma coisa dessas”, completou.
O incidente ocorreu semanas após a um caso semelhante em Planaltina de Goiás, quando dezenas de meninas também tiveram as fotos associadas a supostas características sexuais em um vídeo.
Fachada do Centro de Ensino Fundamental 02 de Planaltina, no Distrito Federal, conhecido como Paroquial (Foto: Raquel Morais/G1)fonte: Raquel Morais-G1 DFMatéria extraída do blog SERIDOZANDO
Postar um comentário