SPIDER2

CADASTRE SEU BLOG

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

UMA CERTA FORMA DE ENTENDER A AMIZADE DE POLÍTICO

ÍndiceCampo cheio de incertezas e decepções
Hoje vamos falar sobre a amizade dos políticos (com raras exceções) a qual se situa entre o obscuro e o irrelevante, e tem origem em situações vividas por mim e por outras pessoas que tiveram a oportunidade de passar por diversas experiências nesse campo cheio de incertezas e decepções.
Os conceitos de amizade e inimizade transitam no dia a dia da política com certa desenvoltura e falsidade. Aliás, o realismo político desconfia muito da amizade. Ela pode ser ocasionalmente aceita, conservada, aquecida, disfarçada e até menos prezada, a depender dos interesses de ocasião ou colocada em evidência para atender interesse eleitoral, é quando se faz importante demonstrar publicamente que o grupo exige capacidade e competência e assim unido em torno de uma ação partidária ou de uma mesma tendência.
Dai vem a pergunta: Governar com amigos ou com adversários? (veja que eu não disse inimigos). A pergunta não deixa de ser provocativa. É sem dúvida uma verdadeira questão legítima, principalmente quando se comparada a real prática política, gostemos dela ou não.
O pensamento realista, o individualismo na busca do poder, pelo político partidário, demonstra e confirma que o homem, prefere sempre lidar com interesses à lidar com sentimentos.
Interesses são definidos, são quantificáveis (dinheiro) e suscetíveis de negociação.
Sentimentos são volúveis e exigem reciprocidade que não podem ser ofertadas por eles. É melhor soluções quantificáveis, pois essas podem ser controladas, do que posições sentimentais que são plenamente instáveis.
A Atmosfera do poder, se não torna a amizade impossível, por certo lhe impõe tensões muito desagradáveis, No mundo em que o governante desenvolve suas atividades por vaidade e interesse, não há muito espaço para amizades.
A verdade é que amigos políticos exigem muito e esperam demasiado, na forma de atenção, consideração e compreensão. Eles atribuem um significado ao conceito de lealdade dos seus correligionários e eleitores para com eles, que costuma extrapolar em muito os limites consideráveis tolerantes. Não existe nas atitudes e decisões políticas lealdade com os companheiros. Esses correligionários foram usados apenas como massa de manobra.
Montar um grupo e escolher entre os fieis líderes para candidatarem-se, requer muita experiência, e muitas vezes aceita-se qualquer que seja o cidadão, independentemente de questões ideológicas, simplesmente para compor uma maioria e depois de eleitos avaliarem a posição partidária e exigir que as composições sejam feitas de acordo com o pensamento do chefe político, sem entender que o líder é um representante escolhido por um povo, por uma classe ou por uma maioria que lhe deu a vitória, logo! Ele é um líder e não um chefe.
Na verdade há políticos que chegam ao poder, na maioria deles, esquecem os amigos mais simples e exigem lealdade. Esquecem que a moeda tem dois lados.
Trocam de posição política sem consultar seus eleitores, eles são procurados para votar. Votam acreditando em tudo o que foi dito durante a campanha, mas no momento de mudar de partido o eleitor não existe, a não ser como densidade eleitoral (votos), que podem ser facilmente cambiado para a nova sigla partidária.
Os antigos adversários políticos passam a ser “amigos correligionários”, para os seus eleitores eram desafetos do líder, que anteriormente provocaram brigas, inimizades, agressões verbais e físicas. Os seguidores ficam abandonados sem saber o que fazer ou dizer, os seus inimigos de outrora, antigos adversários do seu líder político, agora são amigos e correligionários.
Tudo isso por que eles desenvolveram uma amizade exagerada, acreditaram no que não devia gerando uma expectativa que nunca seria alcançada. Por isso a moeda política é uma moeda poderosa, compra os ambiciosos e destrói os fracos de caráter.
São esses os motivos ridículos para aqueles que se consideram amigos do poder, estão sempre com um pé na beira do precipício da decepção, São eles considerados onerosos aos governantes.
É preciso saber distinguir a amizade na vida privada e na vida pública. Na vida privada são poucos, mas são valiosos. Na vida pública os políticos só procuram as amizades e fazem questão de afirma-las quando chegam as eleições, dai por diante fica tudo bom e todos são amigos, não existe ninguém com problema, tudo é resolvido, há promessa pra tudo até para retirar adversários da oposição e fazer parte de governo e assim vai.
Concluída a eleição, o novo governante, munido de sua legitimidade de poder, mesmo depois de ter enganado a Gregos e Troianos, passa a ser o governante de todos: dos que apoiaram e dos que se opuseram. Com essa autoridade, pode até convidar ex-adversários, dirigentes de seguimentos da sociedade, péssimos funcionários públicos, que por sinal com vários vínculos empregatícios, para integrar sua administração, tudo vai depender dos interesses políticos ou quantificáveis.
Ora a adesão de um adversário sempre significa um enfraquecimento do bloco de oposição. Senão quantitativo por certo qualitativo. Aos olhos do povo, o apoio de um adversário, valerá muito mais do que o mesmo apoio de um aliado fiel. E assim começa a oferecer contratos para esses valiosos eleitores e na realidade quem perdeu mesmo foram aqueles que votaram no governante, que visa tão somente os seus interesses, ah! Esses sim, é que não foram validos de nada. Por que na realidade a equipe de governo montada engloba família valendo assim o nepotismo e novamente a decepção de não serem incluídos, principalmente quem tem capacidade, e perdem o momento de ser aproveitado dignamente, por quem não tem nenhuma qualificação de exercer funções administrativas diante de uma sociedade. E isso é o que mais acontecesse em nossa realidade.
No final das contas, e são muitas contas, os oportunistas são mais úteis que os amigos. Será? Quem viver verá!
Vamos dar tempo ao tempo e oportunamente, quem sabe, concertar um erro do passado já que não temos futuro pelo equívoco lançado no presente...

Existem efeitos colaterais ao exercício de um governo mal intencionado.
Vou listar apenas 2 de forma rápida:
1 – articuladores políticos que pensam ser capazes onde na realidade são bajuladores, além de tendenciosos, fazem uso da população desinformada como massa de manobra em benefício próprio;
2-  Sob uma administração medíocre, o governo é tão ruim que governos anteriores e/ou péssimos começam a parecer bons ou até mesmo ótimos.

OBS.: Favor não confundir opiniões e reflexões de posições políticas com oposição, não tome pra si a matéria, porque qualquer semelhança com fotos, fatos neste blog terão sidas pura coincidência.
Frase da Semana
Créditos do blog: Montanhas em Ação (Recomendo a leitura). 
Postar um comentário