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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Mais de 40.000 pessoas podem morrer de fome no Sudão do Sul

Pessoas esperam por ajuda humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Thonyor, Sudão do Sul, no dia 3 de fevereior de 2016
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Pessoas esperam por ajuda humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Thonyor, Sudão do Sul, no dia 3 de fevereior de 2016
Mais de 40.000 pessoas podem morrer de fome no Sudão do Sul, país assolado por uma guerra civil, advertiu nesta segunda-feira a ONU, que pediu aos beligerantes que permitam a passagem de ajuda humanitária.
"Cerca de 25% da população do país necessita urgentemente de ajuda humanitária e ao menos 40.000 pessoas estão no umbral de uma catástrofe", advertiram a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), a UNICEF e o Programa Mundial de Alimentos (PAM).
O Sudão do Sul encontra-se na pior situação humanitária desde que começou a guerra civil há dois anos.
Segundo a ONU, as condições "degeneram" o país, onde mais de 2,8 milhões de pessoas necessitam de ajuda, ou seja, a quarta parte da população.
"Entre as zonas mais necessitadas de ajuda muitas são inacessíveis devido às condições de segurança. É crucial que obtenhamos imediatamente um acesso ilimitado", declarou Jonathan Veitch, chefe da UNICEF para o Sudão do Sul.
O Sudão do Sul conseguiu a independência em julho de 2011 depois de décadas de conflito com o poder central de Cartum.
Em 15 de dezembro de 2013, enfrentamentos entre facções das Forças Armadas deram início a uma guerra civil entre facções lideradas pelo presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar, com diferenças políticas e étnicas como pano de fundo.
Na semana passada, o governo do Sudão do Sul promulgou uma lei que limita de forma drástica a quantidade de membros estrangeiros das organizações humanitárias autorizada a trabalhar no país.
Esta lei prevê que só 20% da equipe de uma ONG possa ser de origem estrangeira.
Fonte: AFP/Yahoo Notícias
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