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quinta-feira, 3 de março de 2016

Reflexão sobre à corrupção: voto não tem preço, tem consequência!

Autor: Emílio Hipólito
A compra de voto é uma prática comum no Brasil. Levados por uma cultura corrupta, a população brasileira já está infectada com este mal. A compra e venda de voto está tão arraigada a nossa essência como cidadão que a não prática se torna motivo de estranheza para muitos.
A cultura da corrupção nos torna hipócritas! O país no qual vivemos nos ensina a ser aquele brasileiro “malandro”, o “esperto” e que sempre sai da pior situação de uma forma engenhosa. Nossa imaginação fértil para resolver problemas poderia ser um ponto positivo, se soubéssemos usá-la. A hipocrisia nos consome tanto, que deixamos nossos focos de revolução morrer na praia.
Geração após geração a velha política vai se perpetuando e junto com ela a doutrinação dos novos eleitores.

Se por um lado, grupos de políticos se organizam para manterem-se no poder e praticar crimes impunemente com a ajuda de seus pares, membros da sociedade ou "mais espertos" orbitam nessas facções, procurando benefícios e regalias acima dos pouco esclarecidos ou sem importância material ou política.
Chego a crer que há a ideia do salve-se quem puder. Brasileiro vota por si mesmo. A preocupação comunitária só é lembrada quando a realidade violenta lhe sobrevem ou a algum parente, quando lhe é negada ajuda ou quando perde-se a regalia gratuita a qual se achava no direito de usufruir. A corrupção passa a ser culpa do vizinho, do político que o enxotou, da estatal que o desempregou.
Precisamos fazer um mea culpa, por que sucumbimos tão facilmente às tentações da corrupção? Quem somos nós afinal quando ninguém está olhando? Enquanto os mais humildes sofrem zombaria porque se vendem por saca de cimento, o político o faz por cargos comissionados ou "fantasmagóricos". Estes ectoplasmas, se refestelam na bonança do dinheiro público, aparentemente sem dono, para seu bel prazer.
Precisamos de instituições democráticas fortes para coibir os poderosos, para acabar com a impunidade, contudo, a principal mudança tem que partir de nós. Máscaras só tem utilidade na fantasia do carnaval. Seja você uma cara limpa, um exemplo de honestidade para quem o conhece. 
As eleições estão próximas e é hora de darmos um basta. O poder emana do povo e o povo tem o poder de tirá-lo de volta!

O alto custo de tanto funcionalismo público, de tantos cargos comissionados - sobrepujando aqueles que estudam para os concursos - está dizimando o otimismo do cidadão potiguar e ceifando vidas. Pois é. A farra dos "fantasmas"e milhares de comissionados está matando os que ainda poderiam estar vivos nos hospitais, afetando o contigente efetivo da polícia, tirando a merenda das escolas, condenando gerações. Há muito a ser mudado mas os primeiros passos já foram dados, na caminhada árdua de se construir um país melhor para todos.
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