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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Prefeito Carlos Eduardo anuncia anulação do concurso da Saúde

O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) anunciou há pouco pelo Twitter que o concurso da Saúde será anulado. "Diante das irregularidades insanáveis confirmadas pela comissão do concurso público da saúde, determinamos a anulação do concurso...". E acrescentou: "Novo certame será realizado em data a ser definida. Nossa determinação é garantir a lisura do concurso. Não compactuamos com o erro". 
O anúncio ocorre um dia após o Ministério Público Estadual (MPE) instaurar inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no concurso realizado para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No último domingo, dia 19, foram registradas diversas falhas na distribuição de provas e grande desorganização nos locais de prova.
A Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania solicitou informações sobre o certame às secretarias municipal de saúde e de administração (SEMAD), bem como para a empresa responsável pela aplicação das provas, a CMK Serviços. Todos terão dez dias para responder aos questionamentos do Ministério Público.
O inquérito civil está assinado pelas promotoras Moema de Andrade Pinheiro e Maria Danielle Simões Veras Ribeiro. O MPE recebeu diversas denúncias de irregularidades no concurso público. A promotoria de defesa do consumido quer analisar as queixas e se posicionar oficialmente sobre a continuidade ou anulação do concurso.
Foi solicitada da Secretaria Municipal de Administração uma lista dos fiscais que trabalharam na aplicação das provas, assim como a lotação em cada local de prova. Além disso, as promotoras querem cópias das provas aplicadas para cada cargo previsto no edital, das folhas de ocorrência registradas durante a aplicação do concurso, do contrato com a empresa CKM Serviços e também do memorando da comissão formada para a realização do Concurso sobre das irregularidades levantadas. O MPE deu prazo de dez dias para o fornecimento das informações.
O Ministério Público também solicitou ao Sindicato dos Servidores de Natal (Sinsenat) – que também ingressou com denúncias contra o certame – a remessa de mídias digitais de reclamações colhidas no WhatsApp e Facebook. 
O concurso para a área de saúde previa 1.339 vagas. No entanto, na data da realização das provas, no último dia 19, acabou cercado por polêmicas durante e após sua realização. Algumas salas não tinham provas suficientes para os concorrentes. O fato suscitou a reaplicação dos exames para quem concorria às vagas para fisioterapia e médico mastologista.
Além disso, candidatos utilizaram as redes sociais para denunciar falta de fiscais em banheiro, falta de envelopes para guardarem os telefones celulares, além do vazamento da imagem de uma prova nas redes sociais. Também se investiga o caso de que alguns coordenadores do concurso levaram as provas para casa um dia antes da aplicação.

Fonte: http://novojornal.jor.br/
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