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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

6 bons motivos para conhecer o óleo de chia

Foto: Getty ImagesHá um bom tempo a chia não é mais novidade entre as pessoas que querem perder peso ou, simplesmente, seguir uma alimentação mais saudável. Com nome científico Salvia hispanica L., a chia é uma planta originária da região que se estendia do centro-oeste do México ao norte da Guatemala.
Acredita-se que suas sementes já eram utilizadas pelos povos das civilizações da América Central há muitos séculos, mas, foi de uns anos para cá, que os benefícios do consumo de chia começaram a ser reforçados por profissionais da área de nutrição.
Andréa Marim, nutricionista especializada em Nutrição Esportiva, com formação complementar em Fitoterápicos e suplementação para emagrecimento, Nutrição Funcional, Probióticos e pré-bióticos e Nutrição e estética, comenta que a chia tem ganhado bastante destaque por ser considerada uma boa fonte de compostos polifenólicos, proteínas, fibras e minerais.
Vale destacar que cerca de 25 a 40% da semente de chia é composta por óleo – sendo que o total deste óleo é formado em mais de 60% por ácidos graxos do tipo ômega-3.
Então, destaca Andréa, como as sementes de chia são um alimento com alto teor de gordura, podem ser prensadas a frio para a extração de seu óleo – método que preserva a maioria das propriedades químicas e nutrientes encontrados na semente, com exceção das fibras.
Mas, afinal, quais são as vantagens do óleo de chia? Como consumi-lo? Este tipo de óleo também ajuda a emagrecer? Abaixo você esclarece suas principais dúvidas sobre o assunto.
6 principais benefícios do óleo de chia
As principais vantagens do consumo do óleo de chia são:
1. É fonte de ômega-3: como o corpo humano não é capaz de sintetizar ômega-3, é necessário obter o nutriente a partir da alimentação. Salmão, sardinha e atum são as fontes mais conhecidas desses ácidos graxos essenciais, mas o óleo de chia pode ser uma boa alternativa. O ômega-3, vale destacar, ajuda a reduzir inflamações, diminui os riscos de doenças cardíacas, melhora dores e pode até prevenir determinados tipos de câncer, entre outros benefícios.
2. Ajuda no emagrecimento: como o óleo da chia contém mais ômega-3 do que ômega-6, ajuda a normalizar a proporção do ômega-6 em relação ao ômega-3 (que deve de 2:1, ou, no máximo, 3:1). Assim, são reduzidas as inflamações, favorecendo a queima de gordura e dificultando o acúmulo de ácidos graxos.
3. Regula o colesterol: o ômega-3 ajuda a diminuir os níveis de colesterol e triglicerídeos, ajudando assim a evitar problemas cardiovasculares.
4. Possui ação antioxidante: ajudando, assim, a combater os radicais livres e prevenindo tanto o surgimento de algumas doenças, como o envelhecimento precoce.
5. É boa opção para vegetarianos e veganos: por ser rico em ômega-3, este óleo é uma ótima opção para pessoas que não consomem produtos de origem animal, uma vez que é fonte vegetal. Além de ser uma boa alternativa para alérgicos a peixe.
6. Aliado da beleza: este óleo é muito benéfico no caso de uso cosmético para pele e cabelos. A nutricionista Priscila Amadio, da Clínica Chiquetá, destaca, por exemplo, que o óleo pode ajudar a melhorar o aspecto da pele e na tonificação do couro cabeludo. Além de ação antioxidante (que ajuda a prevenir o envelhecimento precoce), tem efeitos anti-inflamatórios, ajudando a reduzir vermelhidão e manchas na pele, além da acne. Atua também estimulando a produção de colágeno e elastina, ajudando a evitar rugas e marcas de expressão.
Priscila ressalta que uma das principais vantagens do óleo de chia em relação às sementes de chia é o fato de muitas pessoas não gostarem de “sentir as sementes gelatinosas na boca”… Nesses casos, o óleo torna-se uma opção mais prática. “Além disso, o óleo contém mais ômega-3 do que as sementes inteiras, e pode ser acrescentado também a receitas doces e salgadas”, diz.
Outra diferença entre eles é que o óleo não é rico em fibras, como no caso das sementes de chia – o que, em alguns casos, pode ser uma desvantagem.
Como consumir óleo de chia
Foto: Getty Images
O óleo de chia pode ser encontrado em frascos ou em cápsulas. Confira as recomendações de uso:
Óleo de chia in natura
Este óleo pode ser usado no lugar do azeite, por exemplo, ao temperar saladas ou finalizar pratos, ou até ser salpicado em frutas.
Priscila recomenda não levá-lo ao fogo, pois as altas temperaturas oxidam a gordura e podem levar à formação de compostos tóxicos.
Óleo de chia em cápsulas
De forma geral, recomenda-se o consumo de 1 cápsula de 500mg do óleo de chia, duas vezes ao dia, geralmente 30 minutos antes das refeições principais.
Porém, essa recomendação deve ser passada por um nutricionista respeitando as particularidades de casa caso.
Óleo de chia emagrece?
Não é correto dizer que o óleo de chia, por si só, emagrece. Priscila lembra que ele é, inclusive, um alimento com mais de 100 calorias em uma colher. Mas, se utilizado dentro de uma dieta saudável, substituindo outros óleos menos saudáveis, pode ter um efeito benéfico, não só relacionado ao emagrecimento, mas à saúde como um todo.
Vale lembrar que o óleo de chia, diferentemente de óleos como o de canola ou de soja, contém maior concentração de ômega-3 do que de ômega-6. E isso é totalmente válido quando a proposta é o emagrecimento: pois, ao normalizar a proporção do ômega-6 em relação ao ômega-3 (que deve de 2:1, ou, no máximo, 3:1), são reduzidas as inflamações, favorecendo a queima de gordura e dificultando o acúmulo de ácidos graxos.
Contraindicações do óleo de chia
De acordo com Andréa, não existem efeitos colaterais associados ao consumo do óleo de chia. Mas, como qualquer outro alimento, ele não deve ser consumido em excesso. Além disso, por segurança, grávidas, lactentes e crianças não devem aderir ao produto, ao menos que exista orientação médica ou nutricional.

Agora você já sabe que o óleo de chia pode ser um bom aliado para a sua saúde, sendo uma importante fonte de ômega-3 e até auxiliando no processo de emagrecimento. Porém, para saber se o consumo dele é indicado no seu caso, o ideal é contar com as orientações de um nutricionista (e não aderir ao produto simplesmente por achar que ele “pode fazer milagres”).
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