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sábado, 12 de novembro de 2016

Mulher ofende repórter da Record e ela parte para cima

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Uma ocupação em Brasília terminou com uma repórter da Record ofendida e com uma verdadeira confusão instalada na cidade satélite de São Sebastião, no Distrito Federal, de acordo com informações do portal Na Telinha.
Na manhã da última quinta-feira, dia 10, um protesto contra a reintegração de posse na Zona Rural Zumbi dos Palmares era realizado. A área que pertence ao poder público foi vendida por grileiros para pessoas comuns, que construíram suas casas e gastaram cerca de R$ 30 mil por cada lote.
Não bastasse a situação complicada da ocorrência, a repórter Francy Rodrigues, da Rede Record sofreu tentativas de agressões durante a gravação de uma reportagem, além de ter sido ofendida por alguns dos presentes. E não foi por nada que ela tenha feito. A população teria ficado revoltada durante a transmissão do confronto com a polícia por terem sido chamados pelos apresentadores Giuliano Cartaxo e Marcão de “bandidos” por se negarem a deixar o local.
Durante uma entrevista, Francy foi alvo de uma mulher revoltada que ofendeu a mãe da jornalista. E aí o caldo entornou. Ela partiu para cima da senhora ameaçando com o microfone em mãos e gritando: “Não fala da minha mãe”.
Nas redes sociais, ela postou uma mensagem comentando sobre o caso, garantindo que se for preciso, brigará outras vezes. Confira a íntegra do texto e veja o video abaixo.
“A vida como ela é!
Sem máscaras!
Eu tenho sangue nas veias. E às vezes ele ferve. Ainda bem, afinal eu sou só mais uma nessa mundo.
Tenho amor na alma, muito aliás.
Tenho medos, tristeza, muita alegria, vontade de viver e também sinto raiva, como qualquer ser humano.
Não é todo dia que eu acordo com o meu típico bom humor piadista. Não é todo dia que eu acordo disposta a passar maquiagem e estampar um sorriso na cara. Não é todo dia que estou feliz. Tem dia que eu me acho muito feia. E tem dia que me acho linda. Assim como também não é todo dia que eu estou triste.
Ninguém calça meus sapatos pra saber onde eles apertam.
Eu tenho um amor incondicional (na essência da palavra) pela minha mãe. Perdi meu pai há pouco tempo, a morte dilacerou a minha família e por isso viro bicho por qualquer um deles porque sei a dor de cada um. Isso mesmo “VIRO BICHO” por quem eu mais amo na vida. E foi isso que fiz ao ouvir agressões à minha mãe.
Perdi o controle. Talvez a minha verdade seja a piada ou o deboche de outros.
Estava em São Sebastião (cidade satélite de BSB), cumprindo uma pauta como tantas na rotina de um jornalista. Os ânimos estavam exaltados. Moradores tocavam fogo num ônibus e havia protestos. Mas, consegui acalmar algumas pessoas pra fazer a minha reportagem. Uma senhora não parava de gritar e atacar a emissora em que eu trabalho, compulsivamente, com palavras grosseiras e de baixo calão.
Ela não me deixava iniciar a gravação. Até que eu reagi “você se meteu na conversa sem ser chamada”. Foi o mesmo que jogar álcool no fogo. Deu no que deu.
Ela xingou a minha mãe com palavras muito violentas. Aquilo me doeu profundo.
A minha mãe ninguém xinga sem que eu não reaja.
Eu tenho que ter parcimônia na minha profissão? Sim!!! Mas como qualquer ser humano eu tenho minhas fraquezas.
Eu sou de carne e osso. E vou reagir assim quando ofenderem os meus. Porque a minha família é a minha alma. São os meus amores, por eles que vou pra guerra sem armas, com certeza.
Essa é a minha verdade.
Verdade que um outro vai debochar, me crucificar, me julgar.
Não tem problema!
Eu chorei quando vi essa história viralizar. Eu me desesperei! Agora já acalmei meu coração porque quem me conhece sabe que sou 100% emoção, verdade e amor. Os meus escolhidos abriram os braços pra me abraçar e isso me basta.
A vida é realmente uma roda gigante, uma hora estamos lá em cima, outra lá embaixo. E assim eu vou matando um leão por dia. Assim eu vou aprendendo bem mais sobre o ser humano e vendo quem é quem na minha vida. E assim vou aprendendo mais sobre mim.
O jornalismo nos ensina que toda história tem duas versões. Aprendi que sempre tenho que ouvir os dois lados pra contar as histórias de forma isenta. Assim o faço e espero que todos façam isso também
Continuo tendo muito orgulho de ser jornalista mesmo que, uma hora, eu tire o blazer e a maquiagem pra ser quem eu realmente sou, um ser humano que grita, que chora, que sofre e que é feliz.
Tenho orgulho de ser a Francy da Record.
Obrigada pelas mensagens de apoio e amor.
Obrigado aos meus colegas de profissão que estão ao meu lado.
Mãe, obrigada por me ensinar a ser uma mulher de verdade. Brigarei outras vezes se for preciso”.

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