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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Rogério Marinho critica invasões: “Milícia e facção política tentam se apropriar das escolas”

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) foi procurado nesta quinta-feira (10), em seu gabinete na Câmara dos Deputados, por um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UNB), que são contrários a invasão da instituição. Da mesma forma, o parlamentar tem recebido pedidos de ajuda de várias partes do país, inclusive do Rio Grande do Norte. As mensagens, quase todas, reivindicam o direito de estudar daqueles que não querem as ocupações.

“Estes alunos estão desesperados porque, de repente, uma milícia, uma súcia, uma facção política, tenta se apropriar da escola pública como se ela tivesse dono. Essa confusão entre o que é público e o que é privado é característica das esquerdas brasileiras. Eles utilizam a escola pública como se fosse a extensão de um aparelho político”, disse Rogério em discurso no plenário da Câmara, já no fim da tarde desta quinta.

Para o deputado, o que está acontecendo pelo Brasil “tem que ser repudiado e denunciado”. Rogério fez referência aos discursos que ouviu durante reunião da Comissão Especial da MP do Ensino Médio, realizada nesta quarta-feira (09), que contou com a participação de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). “Era um discurso bizantino, bizarro, de antes da queda do Muro de Berlim”, completou.

Ainda de acordo com o tucano, os discursos defendiam que o “estado atual da educação brasileira é o ideal, que essa catástrofe que existe na escola pública é desejável, que o aluno precisa ter um pensamento crítico, mas não pode ter a capacidade, o discernimento de distinguir ou de interpretar um texto de dez linhas”.

Em seu discurso, Rogério aproveitou para ler a carta produzida pelos alunos da UNB contrários a invasão da universidade. O documento foi entregue ao Ministério Público Federal em conjunto com um abaixo assinado por mais de 3 mil estudantes.

Os universitários dizem na carta que tiveram diversos direitos violados “por uma minoria partidária que sobrepõe interesses políticos aos direitos dos demais estudantes. É válido ressaltar que tal situação é um ultraje a tais direitos, que foram conseguidos com tanto esforço e luta do povo brasileiro”.

No relato, os estudantes afirmam que foi realizada uma assembleia sem quórum e inflada com pessoas de fora da instituição, como a presidente da UNE, Carina Vitral. Foi esse grupo que decidiu, “arbitrariamente, de maneira totalmente antidemocrática, onde vozes contrárias às invasões eram caladas no grito, vaias e ameaças, que a universidade seria fechada”.

“Em que pese o direito legítimo de manifestação, há vários limites constitucionais explícitos para o exercício de tal direito. A invasão da UnB extrapola o direito constitucional de manifestação e afronta o direito constitucional de ir e vir, o direito de estudar, o direito de trabalhar, entre outros”, continuou Rogério, na leitura da carta.

Segundo o parlamentar, a grande maioria dos mais de 40 mil alunos da universidade querem estudar. “E isso está acontecendo em quase todo o país, e é necessário que o Estado de Direito seja respeitado”. 

Por fim, Rogério ainda parabenizou o ministro da Educação, Mendonça Filho, que acionou a Justiça para cobrar das “entidades pelegas” e “aparelhos políticos de partido de esquerda”, o ressarcimento dos recursos que serão gastos para a aplicação de uma segunda prova do Enem, já que milhares de estudantes não puderam fazer as provas nos colégios invadidos. 

Assista ao discurso do deputado federal Rogério Marinho completo:


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