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segunda-feira, 22 de maio de 2017

O EFEITO SÉRGIO MORO: POR QUE A ÉTICA NOS SURPREENDE TANTO?

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Ele passaria incógnito não fosse a atual situação política do país. Sua atuação como juiz não seria tão noticiada não fosse a pessoa ou o grupo de pessoas que ele tenta combater: políticos corruptos do mais alto escalão do governo. O caso da Petrobrás, segundo Jorge Hage, ex-ministro da Controladoria-Geral da União, é o maior esquema de corrupção já investigado e punido da história do Brasil. O ilustre desconhecido pelo grande público, o juiz paranaense Sérgio Moro, de 43 anos, passou a estampar as principais revistas e ser notícia nos principais jornais do país.
Natural da cidade de Ponta Grossa, Paraná, Sergio Fernando Moro ganhou notoriedade internacional após comandar o julgamento dos crimes da Operação Lava Jato, que envolveu políticos de alto escalão. Moro vem sendo alvo de críticas por algumas decisões controversas, como a da liberação dos grampos telefônicos do ex-presidente Lula, gravados pela Polícia Federal. Nossa intenção aqui não é discutir os atos processuais do juiz Sérgio Moro, mas explicitar a reação de algumas pessoas em relação ao combate que ele vem travando contra a corrupção dos políticos mais influentes do país.
Formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, tornou-se juiz federal poucos meses depois de ter colado grau. Um de seus ex-alunos disse que “ele sempre foi um ponto fora da curva. Tinha nossa idade, formado há menos de um ano, aprovado em concurso de juiz meses após colar grau e dando aula em faculdade”. Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná, atualmente é juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e professor de Processo Penal pela UFPR, cargo que conseguiu após aprovação em segundo lugar no concurso para o Departamento de Direito Penal.
Sérgio Moro sobe a escadaria da universidade duas vezes por semana para ministrar suas aulas, ritual que se repete desde 2007. Além de Direito Processual Penal, leciona também uma disciplina optativa para os alunos do último período sobre lavagem de dinheiro e é claro, com a sala lotada.
Alvo dos holofotes da mídia, a Operação Lava Jato, colocou o juiz nos principais jornais do Brasil. Mas antes disso, Moro conduziu o caso Banestado, resultando na condenação de 97 pessoas. Já na Operação Farol da Colina, o juiz paranaense decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de sonegação, formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Dentre eles, estava Alberto Youssef, doleiro e importante empresário brasileiro.
Devido ao seu histórico no combate à lavagem de dinheiro e sua especialização na área, Moro recebeu o convite de Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, para auxiliá-la no escândalo do mensalão. Foi indicado, em 2014, pela Associação dos Juízes Federais do Brasil para concorrer a vaga de ministro do STF deixada por Joaquim Barbosa, porém a mesma foi preenchida pelo jurista Luiz Fachin, em 2015.
Sérgio Moro recebeu algumas premiações, como a de “O Brasileiro do Ano de 2014”, pela revista Isto É. No mesmo ano, pela revista Época, recebeu o título de um dos cem mais influentes do Brasil daquele ano. Pelo jornal O Globo, recebeu o prêmio de “Personalidade do Ano”, em função do seu trabalho frente às investigações da Lava Jato. Moro foi considerado pela Fortune, em março de 2016, o 13º maior líder mundial. Numa lista de cinquenta nomes, o juiz foi o único brasileiro relacionado.


Fonte: OBVIOUS 
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