sexta-feira, 15 de março de 2019

Ayrton Lucas almeja sucesso e estabilidade financeira na Rússia




Uma bela assistência, elogios de todos e a presença na seleção da rodada. A estreia de Ayrton Lucas no Spartak Moscou só poderia ser melhor caso seu time tivesse vencido o Krasnodar – jogo terminou empatado em 1 a 1.
Encarou também o maior frio de sua vida em um campo de futebol, com os termômetros apontando -3 graus no momento mais frio.
Na Copa da Rússia, em derrota para o Ural de Ekaterimburgo, mais frio. Temperatura negativa de sete graus.
Clima um pouco melhor apenas na vitória de domingo (10) contra o Dínamo, com termômetros a 3 graus postivos.
Aos 21 anos, o lateral-esquerdo desembarcou há pouco na Rússia. Até o fim do ano passado, defendia o Fluminense e se destacou no Brasileirão.
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No clube carioca teve de lidar também com atrasos salariais, algo que revela também teve impacto em sua opção por atuar no futebol russo após a direção do Fluminense se recusar a negociá-lo com clubes brasileiros. 
Agora pretende se destacar na Rússia, ter uma estabilidade financeira e no futuro defender a seleção, pela qual tem passagens pelas categorias de base.
Confira abaixo a entrevista de Ayrton ao Yahoo Esporte.
AVALIAÇÃO DA ESTREIA
“Esperávamos um jogo difícil, mas sabíamos que tínhamos condições de sair com vitória. Infelizmente não conseguiu, mas não deixou de corre em nenhum momento. Isso é o mais importante. Ainda tem muitos jogos pela frente”.

Nota da redação – O Spartak aparece na quarta colocação, com 29 pontos, a oito do líder Zenit a 12 rodadas do fim.
“O frio foi um pouco difícil, mas é a situação de jogo e a gente tenta se adaptar o mais rápido possível. Fico feliz pela estreia e confiança do treinador. Agora é dar sequência, foi apenas o primeiro jogo. Todos jogadores querem fazer história no clube onde jogam, quero deixar meu nome aqui. Mas é preciso paciência e trabalhar bastante”.
PASSE PARA O GOL
“Foi um lance bastante rápido, mas na hora que a bola estava na perna direita, apenas vi o Zé Luís correndo e quis fazer lançamento. Ele brincou que foi sem querer, mas foi com intenção. Fico feliz com a assistência. Foi apenas o começo”.
O ‘SIM’ PARA O SPARTAK
“Tive propostas do Brasil, mas o presidente (do Fluminense) não quis aceitar. Quando falei com meu empresário (Carlos Leite), ele falou da proposta do Spartak. Na hora não tive dúvidas, é um grande clube e sei que tinha totais condições de chegar e jogar. Quando chegou a proposta, não pensei duas vezes”
SALÁRIOS ATRASADOS NO FLUMINENSE
“Claro que pesa (na hora de deixar o clube). Infelizmente a gente sabe que o Fluminense vem passando por dificuldades financeiras e eu espero que melhore. Tenho contas para pagar, tenho família para manter. Estando em um clube que pague em dia, com certeza eu fico mais tranquilo”.

Nota da redação – O Spartak desembolsou 7 milhões de euros para contratar o jogador.
DIFERENÇA DO FUTEBOL RUSSO PARA O BRASILEIRO E ADAPTAÇÃO
“Vai de cada jogador. Se você sabe da história do clube e das características do campeonato tem que vir preparado, eu já sabia vendo os jogos que aqui é mais físico e travado. Independentemente da situação, você tem que estar preparado e corresponder”
O FRIO RUSSO E JOGO A -3 GRAUS
“Com certeza acho que o maior frio que peguei na vida. Até então, havia sido no Londrina, lá era um pouco frio, mas nem se compara com aqui. Acho que no Paraná o mais frio foi cinco ou dez graus, nada de negativo. Tive dificuldade é claro, mas calor do jogo tem que estar se adaptando.
VIDA NA RÚSSIA E DIFICULDADES EM MOSCOU
“Já estou numa casa e nesta semana chegaram minha mulher e meu primo. Eu vivo a uns 30, 40 minutos da base do clube, mas aqui sempre tem muito trânsito e isso é algo que você não se acostuma nunca. É preciso paciência. Mas na minha época de Fluminense quando estava nas categorias de base lembro que demorava quase 2 horas na van do clube para chegar no treino”
INSPIRAÇÃO EM MARCELO E SELEÇÃO BRASILEIRA
O Marcelo é um jogador para o qual se falta palavras para descrever por toda a história que tem. Ele não é uma referência apenas para mim, mas para todos que jogam nesta posição. Mas quanto à seleção, eu penso que primeiramente tenho de estar focado e bem aqui, ajudando os meus companheiros e dando alegrias para a torcida. Quando você está bem no clube, naturalmente acaba aparecendo a possibilidade de jogar na seleção”.
Fonte: ESPORTES YAHOO

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