sábado, 16 de março de 2019

CADASTRO POSITIVO É RECESSIVO


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O estado de recessão da economia do país deve se aprofundar - segundo dados de pesquisas do setor – que revelam índices apavorantes, como o endividamento de 62% das famílias brasileiras, cadastradas como “caloteiras” junto aos órgãos de informação e proteção ao crédito (SERASA e SPC). Este gigantesco contingente de sobreviventes a caminho da miséria são vítimas do desemprego em massa, herança da era petista, que acumulou os estoques remanescentes do período “tucano” (FHC). Há 25 anos os governos usam “artifícios” manipulando dados e pesquisas – trocando constantemente métodos – para calcularem inflação, desemprego e IDH. Uma “mentira oficial”, apoiada pela grande mídia, e vergonhosamente endossada pelas “respeitáveis” autoridades econômicas, cujos currículos têm mais pagina que a Bíblia Sagrada.
            Estamos no início de um novo governo, que nos garante ser diferente de tudo o que vimos nos últimos 30 anos, fazendo-nos crer nas promessas de uma mudança radical na política econômica. Superministro Paulo Guedes assegura que o Brasil voltará a crescer, e o mercado absorverá a mão de obra de 12% de sua força de trabalho, ora desempregada, além de gerar a primeira oportunidade para outro índice alarmante de 15% da população, compostas de jovens esperançosos, na busca de ocupação remunerada. Para que se ponham em prática esses ambicioso programa, a expansão do crédito é fundamental. Sem dinheiro novo, não existira investimentos nem empregabilidade. O crédito financia a produção e o consumo. Com investidores e consumidores “negativados” o programa do presidente Jair Bolsonaro, aos cuidados de Paulo Guedes jamais alcançará o êxito desejado.
            Os Bancos que sempre mandaram no país – exceto nos governos Costa e Silva e Médici - criaram uma “cláusula de barreira” para abrirem as algibeiras, e permitir que Paulo Guedes desenvolva suas ações: reforma da previdência. Sem reformas, não haverá crédito para expansão monetária, ora vigiada e proibida pelo famigerado COPOM, com apoio do Banco Central (independente) que não admite intromissão do governo (?). Puseram Paulo Guedes num quadrado. Sério: alguém acredita que a Previdência necessita mesmo de uma reforma? Só se esta viesse para repor o prejuízo causado por FHC, a centena de milhares de contribuintes que recolheram sobre 20 salários mínimos, e foram “achatados” pelo mísero fator previdenciário.
            Infelizmente o governo e o próprio Paulo Guedes, caíram na armadilha dos banqueiros. Reforma da Previdência era para ter sido divulgada como programa de austeridade da nova gestão, promovendo “cortes” e fim dos privilégios. Não foi o que aconteceu. O povo tem a sensação que continuará sendo roubado. O governo se esqueceu de olhar mo retrovisor - apagar das luzes da gestão do ex-presidente Michel Temer – meados de dezembro 2018, quando o Congresso as vésperas do recesso e sob a pressão do Banco Central criou quorum, votou e aprovou o acordo de leniência dos Bancos, crime lesa pátria, perpetrado contra o cidadão contribuinte. Este acordo espúrio, acobertado pela “mídia profissional”, impede que os Bancos sejam processados, punidos criminalmente; multados; seus diretores presos, por cumplicidade com a gang da corrupção desbaratada pela lava-jato. Os Bancos foram os grandes facilitadores da evasão de divisas e fiéis depositários das propinas, além de colaborarem de modo “operacional” com a criação de contas fantasmas. Desde dezembro, graças a Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, todos se salvaram e estão impunes. Será que ninguém viu isto?
A cegueira “histérica” do momento - discussão da reforma da Previdência – desviou o foco do povão, e o congresso nacional voltou a agir criminosamente em favor dos Bancos mais uma vez. Mesmo tendo sido atingido por uma renovação expressiva em suas duas casas legislativas, deputados e senadores aproveitaram-se da ocasião, e na calada da noite, o Senado Federal nos mostrou que nossos destinos (governo povo e nação) continuarão sob o mais absoluto controle dos Bancos. Aprovou o “Cadastro Positivo”, criando um gueto para os endividados. Legalizaram um crime que fere direitos constitucionais, como a privacidade do individuo. O presidente Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, certamente ignoram completamente os efeitos devastadores deste cadastro positivo, que passa a ser super-recessivo. Se o presidente não vetar, o país se enterrará definitivamente. Com 62% de suas famílias inadimplentes, como ocorrerá expansão do crédito? Legalmente o congresso nacional permitiu que os Bancos criem a partir de agora, a listas negras dos “negativados”. Dinheiro só para os “positivados”. Quem e quantos? Isto não existe em nação nenhuma do planeta terra! O povo tem que voltar às ruas, usar as redes sociais e pedir um lava-jato para “limpar” o Congresso.      

Texto: Jornalista Raimundo Gurgel Júnior

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