segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Juíza nega pedido de Gleisi para integrar equipe de defesa de Lula



Senator Gleisi Hoffmann, President of the Workers' Party (PT) attends an interview with international correspondents in Sao Paulo, Brazil August 13, 2018. REUTERS/Paulo Whitaker


Caso tivesse o pedido aceito, Gleisi poderia visitar diariamente Lula na carceragem da PF. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Se atendida, deputada e presidente do PT poderia visitar ex-presidente na prisão diariamente
  • Lula cumpre pena na carceragem da PF em Curitiba desde abril do ano passado
A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, teve negado pela Justiça Federal o pedido para que voltasse a atuar como advogada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo partido. A informação é da colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Lula está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde abril do ano passado em cumprimento à condenação de 12 anos e um mês decorrente do processo do tríplex do Guarujá.

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O pedido foi negado a Gleisi pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba. Caso concedesse à parlamentar a possibilidade, a petista teria direito de visitar o ex-presidente diariamente como integrante da defesa.
Em agosto do ano passado, a magistrada já havia declinado pedido semelhante da presidente do PT, que então era senadora, sob o argumento de que, na condição de parlamentar, não poderia praticar a advocacia contra ou a favor de sociedade de economia mista, como ocorre com a Petrobras.
Dessa vez, além de vetar o pedido, a juíza ainda determinou que a Polícia Federal encaminhe ao juízo uma lista de todas as pessoas que já visitaram Lula desde que ele foi preso.

HADDAD JÁ FOI ADVOGADO DE LULA

Ano passado, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) chegou a integrar a equipe de defesa de Lula, com uma série de visitas ao ex-presidente na PF em Curitiba. Vetado pela Justiça de concorrer, Lula foi substituído por Haddad na corrida presidencial.
A condenação no caso do tríplex do Guarujá foi imposta pelo então juiz da 13ª Vara Federal do Paraná Sergio Moro e majorada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal), em Porto Alegre.
Moro renunciou ao cargo na magistratura, após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Haddad, para assumir o Ministério da Justiça no governo do capitão reformado do Exército. 

Redação Yahoo Notícias

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