sábado, 10 de agosto de 2019

No dia em que Dona Josefa do Espírito Santo desafiou o cangaceiro Antônio Silvino para correr!



Dona Josefa é a quarta da esquerda para direita sentada
Foto, arquivo da família de Aiá 

O fato foi contado pelo senhor Claudival Dantas, conhecido por Aiá. Ocorreu em 1913 quando o Cangaceiro Antônio Silvino costumava andar entre Carnaúba dos Dantas, RN, Frei Martinho, Pedra Lavrada e Nova Palmeira, ambos municípios fronteiriços Paraibanos.

No sítio Pinturas, o bando passou na casa de Dona Josefa e pediu para que ela preparasse um carneiro para ele e seu bando. Antônio Silvino vinha do sítio Quinturaré, Frei Martinho, PB e veio ao sítio Pinturas, Carnaúba, RN, Manoel Joaquim, esposo de Josefa das Pinturas com o objetivo de pedir dinheiro, chegou ele e seu bando às 08 num dia de sábado pela manhã. Manoel Joaquim se encontrava na feira em Picuí, PB, ao chegar encontrou-lhe almoçando como o bando e perguntou-lhe: O que é que o coronel deseja de mim? Quero que o senhor me arrume 500 mil réis (moeda da época). Mais eu não tenho essa quantia, o dinheiro que eu tenho é 250 mil. Pois mande tomar emprestado aos seus amigos, disse Antônio Silvino.

Os filhos de Manoel disseram: não, pai, pode deixar que a gente arruma o restante. O coronel disse que não estava satisfeito com dona Josefa que a mesma não tinha lhe agradado em nada. Muito me admira, o senhor chegou aqui eu fiz o almoço e o senhor me trata desse jeito?
O Coronel ainda disse: “da próxima vez que eu vier eu vou fazer a senhora subir nesse pé de cardeiro”. Ela respondeu: não é do jeito que o senhor pensa, Antônio Silvino reuniu seu bando e saiu atirando para cima.


Senhor Aiá, neto de dona Josefa e eu. 

Tem mais histórias de Antônio Silvino, aguardem. 


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