AFP/Evaristo
O presidente eleito Jair Bolsonaro reiterou nesta quinta-feira (8) a determinação de abrir os sigilos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tão logo assuma o governo em janeiro. Nas redes sociais, ele usou a expressão “abrir a caixa-preta”, que, segundo o presidente eleito, é um “anseio” dos brasileiros.
“Firmo o
compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa-preta do BNDES
e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos.
Acredito que esse é um anseio de todos”, escreveu Bolsonaro, no Twitter.
Na
quarta-feira (7), o presidente eleito afirmou que essa é uma prioridade para
ele. “Vamos abrir todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo
e nós temos que saber onde está sendo usado.”
O BNDES foi
alvo de investigações da Polícia Federal, que indiciou os ex-ministros Guido
Mantega e Antônio Palocci, o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho,
além do empresário Joesley Batista, da JBS, por suspeitas de operações
ilícitas.
“O BNDES, da
minha parte, vamos abrir todos os sigilos para vocês. Todos. Sem exceção”,
disse ele a jornalistas após almoçar com o presidente do STJ (Superior Tribunal
de Justiça), João Otávio Noronha.
O objetivo,
segundo Bolsonaro, é tirar o sigilo dos dados do banco ainda em janeiro de
2019, logo após tomar posse.
“Na primeira
semana, até para dar matéria, para vocês se preocuparem com outras coisas a não
ser o presidente”, ressaltou.
O juiz Sergio
Moro, futuro ministro da Justiça, viajou a Brasília e acompanhou o presidente
ao evento no STJ. Ele saiu minutos antes do fim da reunião com Bolsonaro e
Noronha e não respondeu a perguntas dos jornalistas.
Servidores do
STJ pediram para tirar fotos com Bolsonaro quando ele chegou e saiu para a
reunião. Ao término da entrevista coletiva, os funcionários aplaudiram o presidente
eleito
Com Agência
Brasil e Folhapress




