Mostrando postagens com marcador Collor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Collor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Collor anuncia pré-candidatura à Presidência

Fátima Meira/Futura Press
O ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTC) anunciou, nesta sexta-feira, sua pré-candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito em entrevista a uma rádio de Arapiraca, em Alagoas, que pertence ao grupo de comunicação de sua família.
“Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o País. Meu partido todos conhecem. Todos sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida”, declarou.
Color presidiu o Brasil entre 1990 e 1992, quando se tornou o primeiro chefe da República a sofrer impeachment. Em seu lugar, assumiu o seu vice, Itamar Franco.
Segundo o senador, o assunto será tratado na convenção do partido, antigo PRN. Na entrevista, o senador lembrou a importância da realização de reformas, principalmente a política, que deve diminuir o número de partidos.

“Alguns avanços vêm sendo atingidos, mas muitas outras reformas precisam ser executadas, sobretudo a política, para que possamos ter um conjunto de partidos que representem as faces ideológicas de uma sociedade. Não podemos conviver com 38 partidos, dos quais 27 têm representação no Congresso Nacional. Isso traz uma possibilidade de ingovernabilidade muito grande”, argumentou.

Fonte: via Yahoo Notícias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

VÍDEO, ASSISTA E COMPARE: A OPINIÃO DE LULA SOBRE O IMPEACHMENT DE COLLOR, E AGORA É GOLPE?


O vídeo é de 1996, quatro anos após o IMPEACHMENT do ex-presidente Collor. Os escândalos de corrupção na época eram pequenos comparados com a bomba que caiu no colo da mídia impulsionado pela velocidade da informação das redes sociais. Veio FHC e não tinha ainda essa informação rápida, os escândalos não eram menores. Pesquise os 10 maiores escândalos de corrupção. Fernando Henrique não está mais no poder. Depois veio Lula e mais uma vez começaram os escândalos foi quando estourou o mensalão. E agora, o que fazer? O problema é estruturante, as mazelas deste país começam pela forma de poder, de fazer política. O povo está cansado de pagar tanto imposto e sustentar parasitas, é isso mesmo! Os partidos estão se transformando em quadrilhas, não precisa mais mostrar propostas, basta comprar apoio e o povo. Não adianta culpar fulano e isentar beltrano, mas lutar por uma reforma justa na política para que este país retome o seu crescimento. A hipocrisia de Lula se reflete comparado com a cumplicidade de um partido de esquerda que se aliou a Maluf, a Collor, a Sarney e cometeram os mesmos erros. O povo precisa ir às ruas, não apenas protestar contra a presidente Dilma, mas contra prefeitos desonestos, desgovernos e desmandos. Aliás, à alternância de poder não aconteceu, o povo não é vítima, mas, cúmplice, pelo fato das campanhas árduas de anular o voto, votar em branco e preferir ir à praia, viajar para não votar. O impeachment não irá resolver um problema crônico, o governo está cheio até a boca de empregos e de subservientes, fazer o que com tanta gente incompetente? 

sábado, 29 de setembro de 2012

Impeachment de Collor faz 20 anos; relembre fatos que levaram à queda


Um dos principais fatos políticos na história do Brasil, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, atualmente senador pelo PTB, completa 20 anos nesta semana.
Em 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovou a perda do cargo do ex-presidente, marco do processo que levou à renúncia e perda dos direitos políticos de Collor por oito anos.
Para relembrar os fatos que levaram à queda do então presidente, o G1 publica nesta sexta (28) e no sábado (29) um conjunto de reportagens com depoimentos de personagens relacionados ao episódio, como ministros, políticos e auxiliares de Collor, e apresenta toda a trajetória do impeachment por meio de fotos, vídeos, infográficos e história em quadrinhos.
Arte impeachment collor 20 anos vale esta (Foto: Arte/G1)
Tudo começou em 1989, quando o Brasil realizou a primeira eleição direta após três décadas. Durante a campanha eleitoral para a escolha do primeiro presidente eleito pelo voto popular após a ditadura, Collor se apresentou como "caçador de marajás".
"Vamos fazer do nosso voto, a nossa arma. Para retirar do Palácio do Planalto, de Brasília, os maiores marajás deste país", disse Collor em um comício.
Ele foi eleito com 35 milhões de votos contra 31 milhões recebidos pelo segundo colocado, o então sindicalista e hoje ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Meses depois da posse, em 15 de março de 1990, começaram a surgir denúncias de que o tesoureiro da campanha de Collor Paulo César Farias, o PC Farias, pediu dinheiro a empresários e ofereceu vantagens no governo.
Em 1991, Collor falou publicamente sobre as suspeitas. "Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada", afirmou.
Em maio de 1992, uma reportagem da revista "Veja" levou à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.
Pedro Collor disse à revista que PC Farias era "testa-de-ferro" do irmão e que o presidente sabia das atividades criminosas do tesoureiro.
Em 20 de junho de 1992, Collor negou relações com PC Farias. "Há cerca de dois anos não encontro o senhor Paulo César Farias, nem falo com ele. Mente quem afirma o contrário."
Diante da pressão da CPI, Collor pediu o apoio da população. "Que saiam no próximo domingo de casa com alguma das peças de roupa nas cores da nossa bandeira. Que exponham nas janelas, que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira. Porque assim nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria", disse o então presidente.
A estratégia foi mal-sucedida, e os chamados "caras-pintadas" saíram às ruas vestidos de preto e pedindo a saída de Collor da Presidência.
No mesmo mês, Collor sofreu outro revés. A CPI no Congresso concluiu que ele foi beneficiado pelo suposto esquema montado pelo ex-tesoureiro PC Farias.
O relatório da CPI afirmou que Collor cometeu crime de responsabilidade ao usar cheques fantasmas para o pagamento de despesas pessoais, como uma reforma na Casa da Dinda e a compra de um carro Fiat Elba. Com isso, o caminho para o impeachment estava aberto.
Em 29 de setembro de 1992, ocorreu o principal marco do processo que levou à saída de Collor da Presidência.
A Câmara aprovou o pedido de impeachment. O caso foi ao Senado, que abriu um processo para apurar se houve crime de responsabilidade e que deveria estar concluído em até 180 dias. A comissão de impeachment era presidida pelo presidente do Supremo, ministro Sidney Sanches.
Até lá, Collor ficaria afastado da presidência temporariamente, sendo substituído pelo vice Itamar Franco, o que só aconteceu em 2 de outubro de 1992. Foi o dia em que Collor desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez.
Em 29 de dezembro, em uma sessão comandada pelo presidente do STF, o Senado decidiu que Fernando Collor era culpado pelo crime de responsabilidade.
Para tentar escapar da possível inelegibilidade por oito ano, o ex-presidente renunciou.
O Congresso entendeu que, mesmo assim, ele deveria perder os direitos políticos. O ex-presidente tentou questionar a inelegibilidade no Supremo, mas o tribunal entendeu que ele deveria mesmo perder os direitos políticos.
Então presidente do Supremo, Sidney Sanches, preside comissão de impeachment no Senado para julgar se Collor cometeu crime de responsabilidade (Foto: Acervo do STF)Então presidente do Supremo, Sidney Sanches, preside comissão de impeachment no Senado para julgar se Collor cometeu crime de responsabilidade (Foto: Acervo do STF)
Área criminal
Depois da derrota política, Collor foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção passiva (receber vantagem indevida). O processo começou a tramitar no Supremo em abril de 1993.
A Procuradoria argumentou que as despesas pessoais apontadas pela Câmara foram pagas com sobras do dinheiro da campanha de 1989.
Para condená-lo por corrupção passiva, era necessário que a Procuradoria provasse que Collor recebeu dinheiro em troca de favores e serviços prestados a corruptores.
Mas o STF entendeu que isso não foi comprovado e absolveu o ex-presidente por cinco votos a três, em dezembro de 1994.
Collor voltou à política em 2002, ano em que perdeu a eleição para o governo de Alagoas. Em 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado, cargo no qual permanece até hoje.
Morte de PC
Personagem central das denúncias que levaram à queda de Collor, PC Farias foi preso na Tailândia em novembro de 1993 em razão de um processo pelo qual respondia por sonegação fiscal.
Quase três anos depois, quando estava em liberdade condicional, ele e a namorada foram encontrados mortos em uma casa de praia em Maceió.
A polícia concluiu que PC foi morto pela namorada, que, segundo a versão policial, se suicidou em seguida. As circunstâncias e motivações do crime, no entanto, nunca foram completamente esclarecidas.
li no blog Montanhas em Ação
G1