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sábado, 27 de dezembro de 2014

MEUS SINCEROS VOTOS DE PESAR PELA MORTE DO COMPANHEIRO DE LUTA, ESCRITOR GILVAN ROCHA



Como leitor do escritor Gilvan Rocha, pelo companheiro, militante contra o capitalismo e participante ativo de uma esquerda autêntica e revolucionária, solidarizo-me com à família ilutada. Foi, deveras uma grande perda para o socialismo Brasileiro. 



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Haddad, o engraçado

Há mais de trinta anos, quando proferíamos uma palestra, tivemos a oportunidade de dizer que o automóvel haveria de se tornar um trambolho. Essa “profecia” tem se confirmado e, hoje, vem a público uma legião de profetas dos fatos acontecidos anunciar que devemos disciplinar a cultura do automóvel e viabilizar políticas de transportes coletivos. 

O sr. Fernando Haddad, prefeito da cidade de São Paulo, vem a público dizer que é hora de investir nos transportes de massa e coibir o uso insensato dos carros de passeio. Não diz, esse senhor petista, que o governo “progressista” do PT e do PCdoB, encabeçado pela sra. Dilma Rousseff, promoveu com agressividade o acesso desvairado aos automóveis, isentando-os do IPI e patrocinando uma ampla política de crédito, ensejando a maciça aquisição de veículos particulares. 

É uma desfaçatez, é um descaramento que esses senhores petistas, exercendo o governo há dez anos, venham apontar agora seus dedos sujos para os inúmeros estrangulamentos presentes em nossa realidade cotidiana. Enquanto o governo petista proporciona fartos lucros aos banqueiros e, regra geral, ao grande capital, questões centrais como saúde e educação foram abandonadas. Por sua vez, é patente que as obras de infraestrutura foram deixadas ao descaso e, hoje, temos um quadro de crise nos itens: rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, o que demonstra muito bem o que tem sido chamado modo “PT de governar”.

Diante desses fatos, torna-se imperioso que levantemos a nossa voz em protesto. É urgente, urgentíssimo, que desmascaremos a mentira que representa o governo petista, cuja grande obra foi e é o engessamento das centrais sindicais e estudantis, transformando essas agremiações em elementos de sustentação desta grande fraude que tem sido o governo Lula/Dilma.

Rompamos o véu sinistro do engodo e da fraude, para impor-nos a verdade política e, infelizmente, partidos como PT e PCdoB, apresentando-se como de esquerda, cumprem o indigno papel de servir à burguesia, enquanto buscam permanentemente enganar o povo, especialmente o povo trabalhador.

Gilvan Rocha é escritor socialista, articulista e Presidente do CAEP – Centro de Atividades e Estudos Políticos.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O PT CAIU NA PRIVADA

A nossa desinformada esquerda direitosa tem como um dos seus postulados, o de que existe uma dicotomia entre o público e o privado. Para eles, devemos fazer a opção pelo público, que é do povo. Não enxergam que o público é o Estado e esse é uma instituição de classe. No capitalismo, o Estado representa o poder burguês e se organiza em torno da defesa desse sistema sócio-econômico. Portanto, trata-se de uma fantasia, de uma balela, pretender que o Estado seja do povo.

Fruto dessa falsa dicotomia entre o público e o privado, imagina-se construir dois projetos políticos. Um, pretensamente de esquerda, que se propõe a defender a bandeira da “coisa pública”, através do Estado, e o outro, que seria nesse caso a direita, que tem por proposta a defesa e a exaltação da iniciativa privada. Nessa dualidade, trafega a “nossa” esquerda direitosa que não se atreve a assumir uma postura anticapitalista, pretendendo apenas o exercício de governos estaduais, municipais e federal sem extrapolar o âmbito da ordem econômica e social vigente, sem ameaçar o poder real, o poder da burguesia, representado pelo Estado como já dissemos.


Fiéis a essa equivocada visão, o PT, o PCdoB e o PSB, autênticos representantes da esquerda direitosa, aferram-se ao discurso do público contra o privado, sem dizer que são faces de uma mesma moeda, são faces complementares da ordem capitalista.
Após tantos anos de gritaria contra as privatizações e a denúncia cerrada de que o caminho da privatização como política neoliberal, encarnava o direitismo, quando direita são, tanto uma como a outra das forças políticas em litígio. Aconteceu, porém, que o Estado brasileiro não teve condição de realizar obras de infra-estruturas principalmente nos quesitos portos, aeroportos, rodovias e ferrovias e isso levou a um grave estrangulamento da economia, impedindo a burguesia brasileira de ter um maior grau de competitividade.

Dessa maneira, o PT e os seus aliados, não tiveram outra saída senão recorrer à privatização que começou com os aeroportos e há de continuar em várias iniciativas de investimentos que se fazem necessários. Assim sendo, não é injusto dizer que o PT e a esquerda direitosa, terminaram por cair na privada, lugar de onde nunca deixaram de ter fortes laços, pois é a eles que seus governos prioritariamente servem.

Créditos, Gilvan Rocha, escritor e articulista!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

FIM DA PARALISIA


A imobilidade foi rompida. O engessamento foi quebrado. Sem organização e sem direção, o povo está na rua. O movimento espontâneo revela conceitos equivocados, preconceitos e a má informação. Isso é natural. Grupos anarquistas levantam a palavra de ordem “o povo unido não precisa de partido”. Trata-se de um absurdo rejeitar a necessária organização consciente, ou seja, a auto-organização do povo. Esse discurso dos anarquistas, encontra ressonância no sentimento do povo, enquanto a direita aproveita-se do fato para tentar isolar a verdadeira esquerda, os verdadeiros socialistas.
É compreensível que as massas populares tenham uma rejeição aos partidos, uma vez que na sua imensa maioria, eles estão presos a lógica eleitoral e praticam, descaradamente, o fisiologismo.
Com a hegemonia política do PT, nesses últimos anos, deu-se uma paralisia dos movimentos populares. As centrais sindicais e estudantis tornaram-se instituições a serviço de um governo que se ocupa em gerenciar os negócios do capitalismo. É bem verdade que existem alguns partidos de feição ideológica, de caráter anticapitalista. Nesse campo estão PSOL, PSTU, PCB, POR... entretanto, essas organizações não desfrutam de razoável visibilidade.
É preocupante o acentuado traço nacionalista das manifestações, mas é preciso entender, que elas refletem o grau de confusão e atraso de uma massa que foi entregue à própria sorte, quando a “esquerda” majoritária, bandeou-se de malas e bagagens para a causa burguesa, ocupando-se em gerenciar e manter o sistema socioeconômico vigente.
Diz o povo: “Veja o PT, depois que chegou ao “poder”, deu as costas aos trabalhadores e se vendeu, mergulhando no mar de lama da corrupção”. E acrescenta: “Assim são os partidos, quando chegam lá, mudam”. Esse argumento está baseado na própria vivência popular, encharcada de distorções que lhes são impostas.
Diante desse fato, cabe-nos ter paciência, cabe-nos dialogar permanentemente com as massas insurgidas e levar em consideração que merece todo nosso aplauso o fato de ter sido quebrada a imobilidade, a letargia.

Créditos: Gilvan Rocha, é escritor socialista, articulista e Presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos - CAEP

quarta-feira, 15 de maio de 2013

GEOGRAFIA DA FOME



Do blog: Associo-me as lutas do companheiro Gilvan Rocha, escritor e articulista por um país melhor, por trás de toda a miséria está a corrupção e o Capitalismo Selvagem, um país sem miséria é um país sem corruptos, ambos são utopia, pois é preciso que a sociedade comece a questionar mas obedecer tem sido o verbo mais usado, desde a ditadura militar. (Voz do Povo). 

Créditos do texto: Gilvan Rocha

O velho PCB costumava criar euforias em torno de alguns fatos. O nutrólogo Josué de Castro tornou-se festejado por pessoas de esquerda, por conta de sua obra maior, “Geografia da Fome”. Agitando discursos apaixonados, ele denunciava a fome, mas não dizia a verdadeira causa dessa chaga social, recorria a afirmações que pecavam pelos equívocos.
Em se tratando do Brasil, o PCB dizia que a fome e outras mazelas sociais, decorriam da presença de restos feudais e da exploração ianque e, assim sendo, deveríamos implementar uma política que erradicasse os “restos feudais” ao mesmo tempo que viabilizasse uma política de “libertação nacional”.
Ora, a verdade é que no Brasil nunca existiu o feudalismo e assim não poderiam existir restos feudais. O descobrimento e a colonização do Brasil, se deram sob os auspícios do capitalismo mercantilista e os engenhos, base da colonização. Eram empreendimentos que nada tinham de feudal, pois presumia a existência de capital acumulado, capaz de levar avante um custoso projeto de construção de uma indústria açucareira voltada para a exportação.
Por seu lado, o Brasil sempre foi dependente. Primeiro de Portugal, depois do imperialismo inglês e, por fim, tributário das grandes corporações. Propor a soberania nacional em época de imperialismo, é um total engano, sobretudo hoje, em época de “globalização”, quando reina a dominação do capital transnacional.
Diante desses fatos, observamos que a grande denúncia da fome, não associava esse flagelo a sua verdadeira causa, a vigência do capitalismo. Lutar contra essa chaga social e tantas outras mazelas, deveria ter como bandeira a luta anticapitalista e a esse patamar não ia o ilustre sr. Josué de Castro e, muito menos o PCB, que se limitava, por orientação de Moscou, a pugnar por um programa nacional reformista, e isso representava uma verdadeira tragédia política na medida em que, a citada agremiação, gozava de ampla hegemonia nas hostes do movimento popular enquanto empunhava uma postulação política tão equivocada.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

MAIS UMA TRAGÉDIA


Relatives of Paula Simone Melo Prates, who died during the fire at Boate Kiss nightclub, attend her funeral in the southern city of Santa Maria
Foto Roeters

Segunda-feira, 29 de janeiro de 2013.
O Brasil e o mundo assistiram a mais uma grande tragédia ocorrida, dessa vez, na cidade gaúcha de Santa Maria. A força da santa não foi maior do que a força da ganância capitalista em busca do lucro. Para aumentar os lucros, os promotores de uma festa, na boate Kiss, colocaram num espaço destinado a mil pessoas, mil e quinhentas delas.
Além desse fato, por si só criminoso, somaram-se outros, como a inadequação do ambiente no quesito segurança. A fiscalização é coisa que, nesse sistema corrompido, pode se resolver ministrando boas doses de propina. Costumam buscar a causa de tamanho infortúnio, tão somente nas questões técnicas, quando o certo é ver que, a causa fundamental do aludido desastre, é a ganância, como já foi dito. Isso precisa de ficar bem claro para todos nós.
Por sua vez, é evidente que as lágrimas e a corrente de solidariedade que se espraiou pelo Brasil e pelo mundo merece todo o nosso acatamento. Entretanto, não podemos deixar de lado o fato de que o sistema socioeconômico vigente é a causa maior das desgraças que se processam pelo mundo afora. Por essa razão, é que insistimos na necessidade imediata de construir uma imensa corrente anticapitalista, uma corrente que tenha a clareza de que o sistema vigente está esgotado e se impõe a necessidade de sua imediata superação, através de um projeto socialista que, ao invés de se nortear pelo lucro, para uns poucos, suprima essa conduta substituindo-a pelo socialismo.
Há os que dizem, que esta proposta mostrou-se inviável. Isso não é verdade. O que houve foi à derrota do movimento socialista em escala mundial, e as insurreições russa e chinesa degeneraram para a construção de um capitalismo de Estado, embora usassem os rótulos socialista e comunista o que resultou em uma profunda confusão que dela devemos nos libertar. Devemos considerar, isto sim, que o socialismo não é um sonho, um desejo, uma utopia. O socialismo é, antes de tudo, uma urgente necessidade histórica, pois sem ele a humanidade estará fadada à tragédia total que, celeremente, o capitalismo nos arrasta.

Créditos: Gilvan Rocha.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“CAPITALISMO EXAGERADO”



Deveria ser muito claro o quanto de mazelas sociais, das mais cruéis, são produzidas e mantidas pelo capitalismo, não fosse o empenho da esquerda direitosa em esconder a própria existência desse sistema, aderindo ao discurso da burguesia de que o capitalismo é bom desde que administrado com competência, honestidade e determinação. A partir dessa visão, chegaríamos a ter um capitalismo humanizado, em lugar do capitalismo selvagem, como se isso fosse possível.
As extravagâncias, os níveis de crueldade do sistema capitalista, que além do mais, é extremamente predatório, chega ao cúmulo, levando o atual papa, Bento XVI, figura comprometida com uma trajetória de extrema direita, vir a público, durante a passagem do ano, para dizer que o capitalismo deve evitar os seus exageros.
O discurso de um papa ultra-direitista, termina ficando bem à frente da esquerda direitosa, que omite, sob todos os aspectos, qualquer denúncia ao sistema socioeconômico em causa e, dessa forma, contribui para a sua manutenção enquanto ele nos arrasta para a tragédia total.
A sobrevida do capitalismo, apesar de suas enormes contradições e ostensivas crises, se deve ao papel que jogou e joga a esquerda direitosa, nesses últimos noventa anos de hegemonia stalinista. Como decorrência desse papel levada a cabo por essa esquerda de matriz stalinista, temos aí, como testemunha eloquente de nossas sucessivas derrotas, a permanência dessa ordem econômica e social exaurida. Mesmo contrariando toda a lógica, eles gozam de uma estranha hegemonia política, pois falta a existência de movimentos e partidos anticapitalistas com o devido peso.
Face ao extremo estado de pobreza política, fica a esquerda direitosa e seus circundantes, alimentando-se de migalhas políticas do tipo o chavismo na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correia no Equador, enquanto somam-se, a essas migalhas, os estremecimentos conjunturais que se passam na Grécia, na Espanha, na França, na Itália, como expressão do quadro de exaustão do capitalismo, enquanto dá-se a ausência de um projeto de superação desse sistema, ou seja, a ausência de um projeto socialista com a envergadura política que se faz necessária.

Créditos: Gilvan Rocha

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A UNE APODRECEU (Gilvan Rocha)


A UNE APODRECEU

Créditos: Gilvan Rocha escritor e articulista


A UNE - União Nacional dos Estudantes, entidade que representa os universitários do Brasil, tem uma história de luta que merece nossa reverência. Apesar de equivocada em suas bandeiras, a UNE se fez presente em jornadas memoráveis, onde se inclui a campanha “O petróleo é nosso” e outras, de feição nacionalista e reformista. Ela compunha as forças políticas de caráter progressista quando abraçava o nacional-reformismo, ostentado naqueles anos anteriores ao golpe de 1964. Com a abertura política, ela se recompôs. Agora, sob os auspícios do PCdoB depois do governo Lula, entra em um processo irreversível de apodrecimento, a tal ponto, que órgãos de fiscalização da própria burguesia se propõem submeter essa instituição a uma profunda investigação, tanto são os atos de corrupção que se têm ali praticado.
É bom observar que o apodrecimento da UNE é um reflexo do próprio apodrecimento do PCdoB, que tem estendido as suas garras a diversas instituições e nela praticado atos imorais, como foi no Ministério do Esporte, forçando o governo Dilma a remanejar a direção daquele ministério, colocando nele, o Sr. Aldo Rebelo cuja lista de serviços deprimentes e atuação anti-povo, se destaca em seu papel como aliado da bancada ruralista no Congresso Nacional, prestando-se, como relator do projeto que codifica a atividade florestal, proteger os que agridem, em nome do lucro, a nossa flora.
Dessa forma, vemos que as coisas se combinam. As centrais sindicais e as centrais estudantis, engessadas, e servindo aos interesses do capitalismo, correspondem, como já dissemos, ao processo crescente de distorção que partidos como PT, PSB e PCdoB levam a cabo, deixando de ser partidos de feição ideológica, para ser agremiações essencialmente fisiológicas. Locupletam-se, assim, das benesses que lhe oferece o Estado burguês, praticando diversas trambicagens que denigrem, mais ainda, a imagem desses partidos. Por essa razão, é que denunciamos essas forças políticas como esquerda direitosa ou direita travestida de esquerda.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Desconstruir o capitalismo, não é um sonho, é uma necessidade histórica!


“O PIOR INIMIGO"


Crédito do texto: Gilvan Rocha Escritor e articulista

É muito comum se ouvir que o pior inimigo é o falso amigo. Quanto ao inimigo, nós, podemos estar preparados para enfrentá-los e nos protegermos de suas investidas. O contrário disso, ocorre com o falso amigo, ele pode, partilhar nossas mesas, comungar do nosso convívio e isso, nos desarma completamente, ao ponto de confiarmos a esse falso amigo tarefas de nossa estrita confiança. Do falso amigo podemos ouvir opiniões, conselhos, e os considerarmos legítimos e sinceros.
Os trabalhadores, do mundo inteiro, tiveram como íntimo parceiro um falso amigo: o Partido Comunista. Por não perceber que se tratava de um falso amigo, milhões e milhões de trabalhadores, consideraram os discursos e as propostas desse partido, como se fossem do seu interesse. O inimigo sempre foi e é, a burguesia. Ela é o inimigo declarado, ostensivo, e devemos estar atentos. O mesmo não se dá com os falsos amigos.

A missão política da classe burguesa é manter de pé, a qualquer custo, o capitalismo. Para cumprir essa tarefa ela, a burguesia, se apóia em vários discursos soberbamente mentirosos. Caberia aos socialistas denunciarem essas mentiras e difundir mensagens educativas para os trabalhadores, baseadas na verdade histórica. Entretanto, não foi isso o que realmente aconteceu e vem acontecendo. A esquerda, de matriz stalinista, portou-se e se porta como falso amigo, contribuindo, por via de suas mentiras, com a sustentação desse sistema sócio econômico, jogando um papel sumamente perverso quando, também, mente e desinforma as classes trabalhadoras.

Em face desse quadro tão adverso, devemos fazer todo o empenho no sentido de refutar os discursos mentirosos da burguesia e, ao mesmo tempo, refutar os discursos enganosos dos falsos amigos representados por várias correntes, ditas de esquerda, que até usam os rótulos de socialistas e comunistas. Devemos ter em conta que a verdade é revolucionária, e a mentira dos inimigos e dos falsos amigos serve para dar sustentação a esse sistema sócio econômico exaurido.”

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

E O DA GASOLINA?



Do blog: Antes de apresentar mais um texto do Escritor e Articulista Gilvan Rocha, recorro-me do também Escritor Eduardo Lago. Socialista convicto caminhamos para um abismo e um caminho sem volta, ao que chamamos a "Crise do Capitalismo," também conhecida como crise mundial. Jamais deixarei de acreditar e apoiar os mais fracos, mesmo não tendo tanta força e bens material, mas a boa vontade e o ensejo de viver num mundo melhor e fraterno. 


Não teria idade, para andar me assustando com os escândalos do dia-a-dia. Temos procurado mostrar que o processo de degradação no sistema capitalista, é generalizado. Anos atrás, a literatura social
ista mostrava a classe burguesa como degradada, sem bons sentimentos, possuída de angústia, tédio e incapacidade de amar. Ficou famoso o filme “A doce vida”. Nessa película, para o degustar da intelectualidade “proletarizada”, os ricos eram possuídos da indiferença, tédio e tantos outros sofrimentos, que amargam a existência tornando-a tão insípida a ponto de se perder o gosto de viver.
Por sua vez, a literatura “socialista” procurava pintar as massas proletárias alimentadas pelo gosto da vida, na medida em que eram possuídas da certeza, de que um dia haveria de surgir um mundo de justiça, paz, harmonia e sobretudo amor.

Essa tagarelice, alimentada pelo stalinismo,e até antes, como prova a afirmação de Engels quando disse que a burguesia sentia o singular prazer em se cornearem, esqueciam que não existem dois mundos diferentes, apesar de haver classes e camadas sociais distintas e com motivações diversas.

Nessa campanha eleitoral, chamou-me atenção, um diálogo que tive com uma professora universitária. Perguntei-lhe qual seria o seu candidato a vereador e ela de pronto respondeu: “meu candidato é o fulano, pois ele já me deu ‘o da gasolina’”.

Pasmo, refleti: para essa senhora, pouco importava se “o da gasolina” teria provindo das falcatruas do BNB ou se fruto dos dólares da cueca, ou mesmo, das mãos de um traficante... Pouco lhe importava a origem; para ela, o importante era ter “o da gasolina” e a sua honrosa fidelidade seria cumprida com o seu voto. Desse episódio e de milhões de tantos outros, é que se fazem os políticos bem “sucedidos” do tipo Paulo Maluf, Antonio Palocci, o deputado do dólar na cueca, os bandidos do mensalão. É triste saber, mas a verdade é que o capitalismo está podre e sua podridão alastra-se para todos os cantos. Fora o capitalismo, viva a vida, enquanto é tempo.”

Autor: Gilvan Rocha.