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Foto: Pedro Arbués Dantas - Livro de Donatilla Dantas 25-10-1970
Há mais de cem anos um
Carnaubense chamado Pedro Alberto Dantas seguiu para o Estado do Para durante o
ciclo da borracha para tentar a sorte. Em plena Floresta Amazônicacontraiu uma doença chamada beri-beri/Febre
Amarela. Relatos de sua filha, também já falecida, apareceu-lhe em sonho uma
mulher dizendo ser Nossa Senhora que disse-lhe que se ele levasse a imagem dela
para o Monte do Galo ficaria curado.
Dias depois, vindo para o
interior do RN, passou em Manaus e encontrou uma imagem da santa em estilo barroco
e retornou para Natal de navio e, vindo de lá pra cá num cavalo. O ano 1911,
mas, o marco da peregrinação iniciou em 1928 com a primeira tentativa de
colocar o Cruzeiro. Em razão de uma forte tempestade em setembro daquele ano,
não foi possível, o Cruzeiro despencou e foi preciso algumas semanas de
conserto. José de Paizinho, carpinteiro se encarregou da obra.
Em 25 de Outubro de 1928 foi
oficialmente inaugurado, dia comemorado em homenagem à Padroeira, Nossa Senhora
das Vitórias celebrada uma missa com milhares de peregrinos da capela em cima
do Monte do Galo.
Dos 90 anos, destaca-se a
figura de Antônio de Felinto, responsável por tudo que temos hoje de
infraestrutura, figura mais que importante, um guardião da fé, da moral, da
ética que deixou um importante legado. 90 anos de romaria, assim comemoramos
essa data marcante, sob às bênçãos de Nossa Senhora das Vitórias, Carnaúba dos
Dantas e seus moradores são abençoados do cimo do Monte.
ALGUMAS IMAGENS DESTA COLEÇÃO SÃO MATERIAIS DE ENORME VALOR PARA HISTORIADORES POTIGUARES E NORDESTINOS DE MANEIRA GERAL, COMO ESSE MAPA DO BRASIL PUBLICADO PELO IRLANDÊS-AMERICANO MATHEW CAREY EM 1814. NESSE CASO, DEVIDO A BOA RESOLUÇÃO DA IMAGEM, É POSSÍVEL VISUALIZAR COM ALGUMA QUALIDADE A REGIÃO LITORÂNEA DO RIO GRANDE DO NORTE, PARAÍBA, PERNAMBUCO E PARTE DO CEARÁ. AQUI PODERMOS OBSERVAR ALGUNS ACIDENTES GEOGRÁFICOS DA COSTA DESTES ESTADOS, COM NOMES QUE SE MANTIVERAM ATÉ OS DIAS ATUAIS.
Acervo contém fotos e ilustrações que mostram cenas do cotidiano e personagens comuns do país entre os séculos 19 e 20
A Biblioteca Pública de Nova Yorkdigitalizoucerca de 180 mil imagens de seu acervo e disponibilizou fotos e ilustrações – algumas inéditas em plataforma digital – do Brasil na era imperial.
São imagens de livros antigos que mostram escravos, índios, soldados, fauna e flora, nobreza e algumas cenas do cotidiano das metrópoles do país nos séculos 19 e 20. Entre o material digitalizado estão fotos inéditas comoessade Dom Pedro II.
FOTO DE D. PEDRO II, IMPERADOR DO BRASIL, NO SÉCULO 19.
O arquivo conta com livros como The Negro in The World, publicado em 1910 pelo explorador inglês Sir Harry Johnston, e o Livro de Figurinos do Exército Imperial Brasileiro de 1866,compiladopor um médico holandês e doado à biblioteca em 1911.
Outro livro digitalizado é o “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, de Jean-Baptiste Debret, que chegou ao país com a Missão Francesa em 1816. Depois de uma estadia de 15 anos, o pintor e desenhista produziu uma das fontes mais relevantes de imagens sobre a fauna e a flora e a sociedade brasileira da época.
GRAVURA DE UMA VENDA NO RECIFE DO SÉCULO 19, PELO ARTISTA JOHANN MORITZ RUGENDAS.
Para ver tudo o que está disponibilizado sobre o país, bastabuscarpela palavra-chave “Brazil” no site do acervo digital da Biblioteca Pública de Nova York.
ILUSTRAÇÃO PUBLICADA ENTRE 1834 E 1839 DA FAMÍLIA DO CACIQUE DE UMA TRIBO CAMACÃ SE PREPARANDO PARA UMA FESTA.GRAVURA DE UM VALE NA SERRA DO MAR, EM SÃO PAULO, DE JEAN BAPTISTE DEBRET, PUBLICADO ENTRE 1834 E 1839.ILUSTRAÇÃO DO CACIQUE DE UMA TRIBO DE ÍNDIOS BOTOCUDOS, PUBLICADA ENTRE 1823 E 1838.TRABALHADORES NEGROS EM UMA MINA DE DIAMANTES EM LENÇÓIS, NA BAHIA. FOTO DE 1910.RETRATO DA IMPERATRIZ TERESA CRISTINA DE BOURBON DUAS-SICÍLIAS, ESPOSA DO IMPERADOR D. PEDRO II, FEITO NO SÉCULO 19.Plágio é coisa feia, desta forma, os créditos desta postagem vão para o blog do amigo Rostand Medeiros, acesse TOK DE HISTÓRIA
Mossoró nos dias atuais – Em destaque a Catedral Diocesana de Santa LuziaIgreja São Vicente de Paula – Construída por retirantes na Seca de 1915 Uma das trincheiras para impedir que Lampião invadisse Mossoró
Dia 13 de junho de 1927, após dizer não a Lampião, que cobrou 400 contos de reis (em moeda da época 400 milhões de reis – atualmente uns 20 milhões de reais) para não invadir a cidade, começava um tiroteio entre moradores da cidade e os cangaceiros, que se dividiram em 03, forçando a cidade a levantar várias trincheiras, sendo as principais: a Estação Ferroviária, hoje uma casa de cultura; a sede da prefeitura, hoje Palácio da Resistência e a trincheira no Campanário da Capela de São Vicente de Paula, que Lampião denominou de “ Igreja da Bunda Redonda” .
Igreja São Vicente de Paula – Construída por retirantes na Seca de 1915 Marcas de bala no campanário = onde ficaram mossoroenses
Do Jornal o Mossoroense sobre a história da Igreja:
“Aquele templo é uma dádiva de suor, sangue e lágrimas dos retirantes de 1915. Merece um poema à memória de um êxodo forçado”. E o próprio professor Barreto faria esse poema, quando apelava:
“Mossoroenses, quando passardes diante da Igreja de São Vicente de Paula, prestai o vosso culto, não só ao orago do templo, como aos seus construtores, quase todos desaparecidos já, porém, ainda mais rendei o vosso preito àqueles humildes grandes, que fabricaram, de graça, o material para o citado templo”.
Igreja São Vicente de Paula – Construída por retirantes na Seca de 1915 Marcas de balas no campanário – onde ficou a resistência de Mossoró
Findando com a expulsão dos cangaceiros, a morte de alguns deles e a prisão do temível Jararaca, enterrado vivo no cemitério da cidade, após cavar sua própria cova. O interessante é que hoje é visto como santo pelo povo, devido a crueldade com que foi morto. Recebendo o seu túmulo visita de milhares de pessoas em dias de finado e ao longo de todo ano. Na verdade mais prestigiado que o túmulo de muitos políticos famosos nacionalmente, enterrados no mesmo cemitério e ao longo do ano utilizado pelos gatos e outros animais como abrigos. Mostrando que nem sempre o séquito que em vida rodeia os poderosos permanece uma vez morto. Ironicamente ao contrário do cangaceiro.
Igreja São Vicente de Paula – Construída por retirantes na Seca de 1915 Marcas de balas no campanário = onde ficaram mossoroenses
Mossoró, depois de Natal, é a maior cidade do Rio Grande do Norte. Tem quase 300.000 habitantes e uma economia poderosa, baseada sobretudo no petróleo e na produção de sal marinho. Uma das grandes e poderosas cidades da Região Nordeste. A origem do nome Mossoró está ligada ao rio, à beira do qual floresceu, Rio Mossoró, nascido na chapada do Apodi, que rasga a terra com vigor, criando seu leito, rompendo-a, por isso tendo o nome ligado à ruptura, que em Tupi Guarani é Mossoró. O que rompe, o que rasga poderosamente.
Placa de homenagem aos heróis que expulsaram Lampião de Mossoró em 13/06/1927
Num lugar assim, Lampião deveria ter pensado duas vezes antes de tentar invadir e ser expulso de forma humilhante, assim historicamente a cidade ligou seu nome ao famoso personagem Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, a exemplo de Juazeiro do Norte, que jamais ousou invadir, pois temia Padre Cícero com seu poder religioso e político. Bom destacar também que Mossoró foi a primeira cidade do Rio Grande do Norte a libertar seus escravos, a exemplo de Redenção no Estado do Ceará.
Placa de homenagem aos heróis que expulsaram Lampião de Mossoró em 13/06/1927
Anualmente, em frente à igreja que funcionou como trincheira é encenado um musical chamado: CHUVA DE BALA NO PAÍS DE MOSSORÓ, que remonta todo o fato histórico e mantém viva a memória.
Prefeitura de Mossoró – Palácio da Resistência – uma das Principais Trincheiras
O cordelista Zé Lacerda, no Cordel: JARARACA – O CANGACEIRO ARREPENDIDO.
Abaixo fotos do Memorial ao Cangaço e à Resistência:
Monumento ao Cangaço e à Resistência de MossoróPlaca com fotos dos heróis da Resistência de Mossoró Único caso em que Lampião foi derrotado numa invasão MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIAAviso de possível invasão a Mossoró – cidade já rica em 1927 MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIAMossoroense capturado por Lampião manda aviso que Mossoró Deve pagar o resgate de 400 contos de reis O equivalente a 400 milhões de reis da época MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIABilhete do Próprio Lampião ao prefeito de Mossoró Ameaçador – Foi invadir e houve o conflito e bateu em retiradaMEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA Paineis de Cangaceiros
Um mistério fica no ar: POR QUE O SANTIFICADO É UM CANGACEIRO E NÃO UM DOS RESISTENTES? POR QUE NÃO SANTIFICARAM O PREFEITO DE MOSSORÓ QUE LIDEROU A RESISTÊNCIA? POR QUE AS FOTOS DOS HERÓIS DA RESISTÊNCIA SÃO TÃO PEQUENAS E A DOS CANGACEIROS PAINEIS ENORMES? PARECE QUE O POVO DE MOSSORÓ NÃO SE IDENTIFICOU MUITO COM OS HERÓIS DA RESISTÊNCIA! Que interesses realmente defenderam??? De toda forma foram bravos sim! Com a palavra os historiadores. Abaixo fotos do túmulo do Cangaceiro Jararaca, ou melhor São Jararaca:
Foto do Túmulo do cangaceiro Jararaca Santificado pelo Povo – Enterrado VivoFoto do Túmulo do cangaceiro Jararaca Santificado pelo Povo – Enterrado Vivo Túmulo mais visitado em dia de finados e ao longo do ano inteiroFoto do Túmulo do cangaceiro Jararaca Santificado pelo Povo – Enterrado Vivo Túmulo mais visitado em dia de finados e ao longo do ano inteiro
OBRE A FAMOSA SANTIDADE DO JARARACA DIZ A MÍDIA, que é fato:
O jornal Gazeta do Oeste em 12 de junho de 1994 publicou uma entrevista com o bioquímico, e hoje Assessor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), Paulo Medeiros Gastão, onde o Jornal perguntava sobre o fato da devoção hodierna à Jararaca quando muitas pessoas acham que ele obra milagres e a visão do pesquisador, respondeu: “A história do milagre se confunde muito com o misticismo, com a conduta cultural de um povo. Jararaca, apenas foi consagrado, por conta de sua bravura. O povo sempre busca o menor para enaltecê-lo. Nós sentimos isso no próprio cemitério, quando o túmulo de Rodolfo Fernandes, não recebe o mesmo número de visitas correspondentes ao túmulo onde está Jararaca”.
Vista a distância o canteiro de obras de gargalheira em 1922 – CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR
Autor – Rostand Medeiros
O Açude Gargalheiras é considerado um dos mais belos reservatórios de água do interior do Rio Grande do Norte. Localizado na cidade de Acari é também um dos principais pontos turísticos para quem percorre os roteiros do Seridó Potiguar.
Foi entre 1920 e 1921, quando o Presidente do Brasil era o paraibano Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, que se iniciou a construção desta barragem, juntamente com outras similares nos estados da Paraíba e do Ceará.
Gargaleiras surgiu em meio à ideia que grandes obras de represamento de água seriam a solução para o problema cíclico das secas no Nordeste. O desenvolvimento destas obras estavam a cargo de empresas inglesas e norte-americanas.
Nesta foto, ao fundo e a esquerda, vemos a casa que servia de residência dos engenheiros e administradores ingleses da firma C. H. Walker & Co. Ltd em Gargalheiras.
Foi a inglesaC. H. Walker & Co. Ltd que iniciou a construção da barragem entre as serras do Abreu, da Carnaubinha, Olho d’água e Gargalheiras. Neste link é possível ler integralmente o Decreto Presidencial Nº 14.590, de 31 de dezembro de 1920, que autorizava a contratação desta empresa inglesa para construir o gargalheiras – http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=38128
Guindaste destinado ao transporte de blocos de granito, para o represamento do rio Acauã.
Cabia ao IFOCS – Inspetaria Federal de Obras Contra as Secas (que depois se transformaria no DNOCS) fiscalizar o andamento destas obras. A época que se iniciou a construção do Gargalheiras este órgão do governo federal estava sob a direção do engenheiro Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa. No Rio Grande do Norte, mais precisamente em Natal, ficava a sede da 2ª Distrito do IFOCS, sob o comando do engenheiro Rodrigues Ferreira.
Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa
Presidente Epitácio Pessoa
Apesar do empenho do povo seridoense em ajudar a criar esta grande obra de engenharia, mudanças de governos e uma série de denúncias de desvio de verbas, criação de despesas que não existiam, entre outras roubalheiras, fizeram com que as obras fossem paralisadas ainda na década de 1920.
Manchete de 1925 sobre os problemas administrativos das grandes barragens no Nordeste
A barragem no meio da caatinga somente foi inaugurada em 1959, quase quarenta anos após o início de sua construção. Foi denominado oficialmente de Açude Marechal Eurico Gaspar Dutra, mas poucos lembram deste detalhe burocrático, já que é conhecido popularmente apenas como Gargalheiras.
Outro guindaste de Gargalheiras
A parede da barragem possui 25 metros de altura, represando o rio Acauã, que faz parte da bacia do rio Piranhas/Assu. A bacia hidráulica do Gargalheiras ocupa uma área de 780 hectares e a capacidade máxima de armazenamento chega aos 40 milhões de metros cúbicos. Localizada a três quilômetros de Acari, suas águas se estendem por mais de sete quilômetros, chegando bem próximo a cidade de Currais Novos, uma das cidades polos do Seridó.
Observação: Os créditos desta postagem é de ROSTAND MEDEIROS, autor do site TOK DE HISTÓRIA (recomendo à leitura). Divulgar qualquer matéria sem a citação e autorização é plágio.
Cabo aéreo para o transporte de material.
Leito seco do rio Acauã
Casa do ferreiro.
Casa típica do sertão de Acari, localizada próximo ao canteiro de obras de gargalheiras na década de 1920.
Ela viajou para todos os cantos do globo a fim de para capturar a beleza das plantas mais magníficas que crescem em locais remotos e parecem tão antigas quanto a própria Terra.
“Altivos como os maiores e mais antigos monumentos vivos da Terra, acredito que essas árvores simbólicas vão assumir uma importância maior, especialmente num momento em que o nosso foco for direcionado para encontrar melhores maneiras de viver com o meio ambiente”, disse Moon.
Sessenta das fotos da artista foram publicadas em um livro intitulado “Ancient Trees: Portraits of Time”. Abaixo, você confere algumas das imagens que ilustram a obra: [BoredPanda]