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A empresa de segurança PSafe descobriu um novo golpe pelo Facebook que utiliza páginas falsas de bancos para atrair vítimas na rede social. As páginas, que se parecem bastante com as originais, contam com uma série de postagens que incluem informações de serviços e facilidades, além de indicarem sites das instituições bancárias para o acesso à conta.
Ao clicar no link, o usuário acaba caindo em uma página falsa que solicita que ele insira seus dados pessoais como nome, número da conta e senha, o suficiente para que as informações sejam roubadas e possa ser usada por criminosos, causando prejuízos. Mais de mil pessoas curtiram ou seguiram esse tipo de página no Facebook somente em fevereiro.
Fique atento
Para não se tornar vítima desse tipo de golpe, não clique em nenhum link suspeito e procure se certificar de que o endereço do site é verdadeiro. Procure evitar realizar transações bancárias e fornecer informações em canais que não são os oficiais de seu banco.
Genebra
– As autoridades suíças informaram que estão investigando diretores dos bancos usados por ex-diretores da
Petrobras, Odebrecht e outros casos relacionados com a Operação Lava Jato.
A informação faz parte do relatório do Grupo de Ação
Financeira Internacional (Gafi), publicado nesta quarta-feira, 7, que afirma
que o “caso Petrobras” pode ter resultado em perdas “bilionárias” ao Brasil.
Num
informe de quase 300 páginas sobre a situação na Suíça, o Gafi dedicou parte de
sua avaliação ao caso específico da Petrobras.
Mas
deixou claro que os bancos suíços não têm informado ainda de forma suficiente
sobre atividades suspeitas de seus clientes e apontando falhas nos controles de
operadores e intermediários.
Depositário
de mais de US$ 6 trilhões, os bancos suíços ainda não estariam agindo de forma
suficiente para lidar com a lavagem de dinheiro.
O
Gafi é quem elabora padrões globais de combate à corrupção, adotados por 180
países e que, de forma periódica, avalia os diferentes países na sua luta
contra a lavagem de dinheiro e mesmo financiamento do crime.
Segundo
a entidade, o que se verificou foi uma “corrupção de larga escala resultando em
perdas que somam milhões, senão bilhões de francos suíços” ao Brasil.
Ao
lado da Operação Lava Jato, outro caso que tem chamado a atenção das
autoridades é do fundo soberano malaio, o 1MDB.
De
acordo com o informe, porém, “a Suíça indicou que seis processos foram
recentemente abertos contra bancos, assim como seus diretores, envolvidos nos
casos 1MDB e Petrobras”.
Em
outubro, o jornal O Estado de S. Paulo havia revelado que um total de 24 bancos
haviam sido alvos de um exame por parte da Agência Supervisora do Sistema
Financeiro da Suíça (Finma).
Mas,
segundo o Gafi, não apenas as instituições estão sob a lupa das autoridades,
mas seus próprios diretores-executivos. Ao longo dos anos, a punição contra
lavagem de dinheiro na Suíça tem se limitado a multas aos bancos e raramente
seus diretores são responsabilizados diretamente.
A
instituição, porém, também apontou falhas nos controles dos bancos para
identificar clientes que possam estar cometendo crimes, assim como um controle
limitado sobre operadores e intermediários de contas, justamente o mecanismo
usado pelos ex-diretores da Petrobras e da Odebrecht para pagar propinas.
Para
o Gafi, os bancos têm tomado cuidado com novos clientes. Mas não adotam o mesmo
controle em relação aos mais antigos. “Bancos não fazem uma revisão suficiente
e não atualizam dados sobre clientes existentes”, alertou o grupo. “Isso pode
levar a falhas para identificar clientes que possam ter transações suspeitas”,
constatou. “A implementação de medidas de due diligence com clientes já
existentes não é sempre satisfatória”, apontou.
Outro
alerta da entidade internacional é que bancos têm relatado às autoridades um
número ainda baixo de suspeitas de transações suspeitas. As instituições
financeiras, segundo o Gafi, têm entregue os nomes de suspeitos apenas depois
que casos são públicos ou descobertos pela Justiça. Pela lei, os bancos são
obrigados a relatar transferências suspeitas.
Trusts
Outra
constatação é de que os suíços tampouco tem obtido bons resultados no controle
de beneficiários de trusts, mecanismo usado pelo ex-deputado Eduardo Cunha
(PMDB-RJ) para camuflar seus recursos na Suíça.
O
governo suíço reconheceu que precisa melhorar. Num comunicado de imprensa, a
Secretaria de Assuntos Financeiros indicou que o Gafi “criticou certos aspectos
do monitoramento de intermediários financeiros e a cooperação internacional do
Escritório de Combate à Lavagem de Dinheiro”.
“A
aplicação de medidas preventivas pelos intermediários financeiros precisa
também ser melhorada”, indicou. “O número de comunicações de suspeitas é
considerada como sendo muito fraca, diante da importância da praça financeira
suíça”, admitiu o governo.
Já
os bancos tem uma visão diferente sobre a recomendação do Gafi por um maior
número de comunicações de suspeitas. “Na avaliação dos bancos, simplesmente
aumentar o número de relatórios de atividades suspeitas não vai necessariamente
resultar num aumento da eficiência em prevenir a lavagem de dinheiro”, declarou
a Associação de Bancos Suíços, sem dar detalhes.
Os
bancos ainda alertam que, a partir das recomendações apresentadas pela
instituição internacional, eles esperam um “bom senso de proporcionalidade” e
que as “especificidades” suíças sejam consideradas.
No
caso da Petrobras, o informe da Gafi indica que, num primeiro momento, o
Ministério Público suíço recebeu 60 comunicações de suspeitas. O número
aumentou significativamente desde 2014. Desde 2014, porém, nove investigações
de lavagem de dinheiro foram estabelecidas.
Naquele
primeiro momento, pelo menos 300 relações bancárias foram identificadas como
suspeitas em 30 bancos suíços, por onde os pagamentos de corrupção teriam
transitado. “Os beneficiários das contas, em geral abertos em nome de empresas,
eram executivos da Petrobras, donos de empresas subcontratadas, intermediários
financeiros e empresas brasileiras e estrangeiras que pagavam propinas”,
explicou o Gafi.
O
informe também revela que, diante da dimensão da corrupção brasileira passando
pelos bancos suíços, o MP em Berna “precisou alocar maiores recursos para a
investigação”. No total, os suíços já autorizaram o repatriamento de US$ 190
milhões ao Brasil em relação aos quase US$ 800 milhões bloqueados nos bancos do
país europeu.
As agências bancárias estarão fechadas para atendimento ao público na segunda-feira (8) e na terça-feira (9) de carnaval. Na Quarta-feira de Cinzas (10), os bancos abrirão às 12h. A população pode usar os canais eletrônicos e correspondentes para o pagamento das contas, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Os consumidores também podem agendar o pagamento das contas com código de barras nos caixas eletrônicos, no internet banking e pelo atendimento telefônico do banco. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou pagos via Débito Direto Autorizado (DDA).
A Febraban lembra que as contas de consumo (água, energia, telefone etc) e carnês que tiverem os dias 8 ou 9 como data de vencimento poderão ser pagas no primeiro dia útil após o feriado (10), sem acréscimo. Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais.
O Comando Nacional dos Bancários vai recomendar que a categoria aprove a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o que pode marcar o fim da greve da categoria que completa 21 dias na segunda-feira (26), informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, neste sábado (24).
Em nota à imprensa, a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, disse que a proposta "foi uma vitória dos trabalhadores porque os bancos queriam um reajuste abaixo da inflação”.
Em São Paulo, os bancários farão assembleia na segunda-feira para decidir sobre a continuidade do movimento. "Com esse índice, em 12 anos iremos acumular 20,83%o de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos. O vale refeição será de R$ 29,64 por dia, com reajuste de 14% e 3,75% de ganho real", disse o sindicato.
A proposta da Fenaban também inclui abono de até 72% dos dias parados.
Atendimento aos clientes
Os bancos não fazem levantamentos sobre o impacto da paralisação das agências, mas destacam que as instituições oferecem diversos canais alternativos para a realização de transações financeiras.
De acordo com a Febraban, os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.
Agência fechada por greve d0os bancários em São Paulo (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)
O que pedia a categoria
A greve foi iniciada no dia 6 de outubro. Os bancários pedem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82.
A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
Proposta dos bancos
A proposta inicial apresentada pela Febraban, e que foi rejeitada em assembleias, oferecia reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).
Greves em 2013 e em 2014
No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário.
A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.
Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.
Ricardo Vitorino pagou a fatura do carro que tinha comprado, mas acabou com o nome no SPC. Teve que entrar na Justiça para não arcar com o prejuízo
Se antigamente estelionatários roubavam, por meio de sites falsos, as senhas de clientes de bancos que faziam transições bancárias pela internet, hoje, o golpe está mais avançado e, consequentemente, mais difícil de ser percebido. Denúncias dão conta de que, durante uma atualização de boletos, dentro dos sites originais dos bancos, o usuário é levado a clicar em um link exatamente igual ao da segunda via solicitada. Porém, ao pagar a conta, o dinheiro não vai para o credor, mas, sim, para um falsário.
O golpe do boleto, assim chamado o crime por entidades de defesa do consumidor, vem fazendo vítimas Brasil afora. Em Minas Gerais, muitas pessoas estão caindo nessa armadilha e recorrendo à Justiça para recuperar as quantias roubadas. O crime ocorreu com o advogado Ricardo Vitorino. Ele conta que no fim do ano passado, ele precisava pagar a prestação já vencida de R$ 2.850 de um carro que comprou. “Entrei no site do meu banco normalmente para atualizar o boleto. Como verifiquei que estava tudo correto, imprimi e paguei. Depois de 10 a 15 dias, soube que meu nome estavo no cadastro do Serviço de Proteção Ao Crédito (SPC) porque o boleto pago não foi para o meu banco que era o credor”, revela. Foi aí que Ricardo descobriu que, ao pedir no site do banco uma segunda via da fatura, tinha sido direcionado a um link falso. “Esse golpe é altamente avançado. Você atualiza o boleto e não percebe diferenças. Somente quando vai quitar a conta que o comprovante de pagamento lhe mostra que o destino foi diferente daquele que você esperava”, comenta.
“Temos muitos casos desses ocorrendo”, alerta a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci. Ela conta que, desde o ano passado, a entidade tem alertado os consumidores sobre os riscos desse tipo de crime. “Os casos que chegaram até nós só foram percebidos pelas vítimas depois que elas começaram a receber em casa cobranças de empresas. Elas já haviam pago a segunda via dos boletos e os credores dos valores não tinham recebido”, comenta Maria Inês, acrescentando que são fraudes comuns e que devem chamar atenção de todos para que essa armadilha não faça mais vítimas.
Um dos cuidados citados por Maria Inês é o usuário de ações bancárias na internet nunca entrar por sites de buscas na página das instituições bancárias, o que pode levar o cliente a entrar em endereços falsos. “Quando for imprimir a segunda via de um boleto, sempre confira os quatro primeiros números do código de barra, que, na maioria dos casos para este golpe, são diferentes”, aponta. Além disso, outra dica da Proteste é, ao pagar o boleto, conferir no comprovante de pagamento se o destinatário está correto.
Além de fraudar os boletos nos sites, os falsários estão enviando boletos falsos para a casa das possíveis vítimas (veja quadro). Primeiro, o estelionatário liga passando-se pelo credor, informando-o que existe um erro no boleto enviado antes e para aguardar a chegada de outro, para fazer o pagamento. O próprio consumidor acaba passando todos os dados do boleto original para o falsário, que emite um novo documento com a alteração da fonte que receberá o valor a ser pago. “È preciso ter muito cuidado”, ressata, novamente, Mara Inês.
Justiça
Ricardo entrou na Justiça contra o seu próprio banco, alegando a falta de proteção ao cliente. Este ano, o juiz do caso condenou o banco a pagar a quantia de R$ 2,9 mil – valor que foi corrigido monetariamente pelos índices da Corregedoria Geral de Justiça acrescida de juros de 1% ao mês. Ricardo conta que tem recebido clientes que também caíram no golpe e, segundo ele, um deles chegou a perder R$ 5 mil. “Já tenho ações ajuizadas sobre o assunto. A Justiça tem determinado que o meio eletrônico tem que ter segurança para o cliente. O aperfeiçoamento bancário deve acompanhar a mentalidade criminosa, como forma de proteger a clientela. Hoje, não há nenhuma prevenção das instituições contra isso”, acusa.
Maria Inês concorda que, neste casos, os bancos têm responsabilidade, uma vez que oferecem ferramentas sem segurança para o usuário. “A empresa que também não recebeu o pagamento esperado deve, conforme o Código de Defesa do Consumidor, entrar em contado com o cliente e lhe informar sobre o assunto, antes de colocar o nome do consumidor na lista do SPC”, avisa. Maria Inês também cobra dos consumidores mais atenção nas compras e comprovantes de pagamento. “Se começarem a chegar cobranças de lojas ou bancos, é essencial ir atrás para ver o que está ocorrendo. Depois disso, e se compravado o golpe, procure os órgaos de defesa do consumidor e tambem as delegacias especializadas em crimes cibernéticos. Não podemos deixar que esses falsários fiquem impunes”, alerta.
Dinheiro de plástico
Também há casos de envio de falsas faturas de cartão de crédito. Esses boletos chegam à casa do consumidor com todos os dados corretos, inclusive com dados de compras feitas pelo usuário e sem aparente violação da correspondência. Assim, o consumidor acredita que a fatura de seu cartão de crédito é verdadeira e acaba pagando automaticamente, como faz todo mês, e caindo no golpe.
Correntistas insatisfeitos
Em meio à insegurança causada pelo golpe do boleto nos sites dos bancos, uma pesquisa da Proteste mostrou que a satisfação dos clientes com as instituições bancárias é baixa. Foram ouvidos 3.493 consumidores entre novembro e dezembro de 2014, sendo que, destes, 49% disseram ter tido algum problema com o banco durante os últimos 12 meses. A satisfação só atingiu 60 pontos, numa escala de 0 a 100.
De acordo com a entidade, as taxas bancárias, os juros e o tempo de atendimento são as principais causas da baixa satisfação. A pesquisa ainda revelou um dado preocupante: é para quitar outras dívidas que o consumidor contrata empréstimo. E 51% dos que têm financiamento imobiliário foram obrigados a contratar outros produtos, como seguro e conta corrente. Isso configura venda casada e é proibido por lei, conforme a Proteste.
Entre os entrevistados, 18% não sabem o quanto pagam de tarifa para manter suas contas. Eles podem estar arcando com valores exorbitantes sem saber. Entre aqueles que afirmam pagar por esse serviço, 31% disseram desembolsar mais de R$ 100 por ano. É um valor alto, o que demonstra que o consumidor pode ter escolhido o pacote de conta-corrente errado para o seu perfil. Dos entrevistados que contrataram empréstimo, 31% não fazem ideia de qual seja a taxa de juros que estão pagando pelo crédito, que, por sinal, costuma ser alta. Cerca de 20% desses entrevistados que têm financiamentos, adquiriram entre R$ 2.501 e R$ 5 mil. E outros 19% afirmaram ter contratado empréstimos entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. “Por isso, estamos alertando os consumidores a irem atrás das informações e se interar sobre os assuntos bancários”, comenta Maria Inês Dolci, a coordenadora institucional da Proteste.
Atenção maior
Veja o que é preciso fazer para não correr o risco de cair em golpes
Pelos sites dos bancos
>> O consumidor precisa fica alerta e sempre conferir se o código de barras na parte de cima da fatura é a mesma que aparece embaixo. Caso seja preciso pedir a segunda via do boleto, deve-se solicitar a fatura sempre pelo site do banco emissor com CNPJ da empresa, o valor e data de vencimento do título.
>> Os clientes precisam ter cuidado com telefonemas informando sobre a necessidade de troca de boletos, com alegações de que há valores indevidos.
>> De qualquer forma, as empresas são responsáveis e precisam se cercar de todos os cuidados para que o consumidor não seja penalizado. Quando for vítima do golpe, o consumidor deve fazer contato com a empresa e mostrar os comprovantes de pagamento feitos. Mesmo sendo uma fraude de terceiro, esse é um vício oculto do serviço, que o cliente não tem como identificar.
Pelas faturas de cartões de crédito
>> Quando a fatura chegar, abra e verifique o código de barras do cartão de crédito, pois este é sempre o mesmo todo mês. Compare o código de barras da fatura do seu cartão com o do boleto de qualquer outro mês. Caso os códigos estejam diferentes, esta fatura é uma fraude.
>> Verifique se há apenas o símbolo do banco do seu cartão de crédito. Caso tenha logomarca de outra instituição financeira, desconfie, pois esta fatura pode ser uma fraude.
>> Mesmo que as compras descritas na fatura sejam as mesmas que tenha realizado, isso não significa que a conta seja verdadeira.
>> Mesmo que o valor de sua fatura seja exatamente o que você gastou, isso não significa que o boleto é verdadeiro.
>> Caso tenha como fazer o pagamento de suas faturas diretamente de sua conta corrente, por meio da internet, caixa eletrônico ou atendimento no banco, sem a necessidade de usar a fatura impressa, o faça. Assim, é garantido que você estará pagando a conta verdadeira do seu cartão de crédito.
>> Se ainda assim ficar alguma dúvida, pegue a fatura do cartão de crédito, leve até o seu banco e peça para que o gerente confirme sua veracidade ou entre em contato com a central de atendimento do seu cartão de crédito, por meio do número escrito no verso do cartão.
A operação realizada na quinta-feira 26 por diversos órgãos federais contra um esquema que causava o sumiço de débitos tributários, uma forma de desfalcar os cofres públicos, identificou várias grandes empresas e bancos entre os suspeitos de pagar propina para se livrarem de dívidas. Entre estas empresas está a RBS, maior afiliada da Rede Globo. Os investigadores, segundo o jornal o Estado de S. Paulo, desconfiam que a RBS pagou 15 milhões de reais para que desaparecesse um débito de 150 milhões de reais. Estariam envolvidas também Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Light, Petrobras e os bancos Bradesco, Santander, Safra, BankBoston e Pactual.
O esquema desbaratado pela Operação Zelotes subtraiu do Erário pelos menos 5,7 bilhões de reais, de acordo com as investigações de uma força-tarefa formada por Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda.
O esquema atuava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão da Fazenda onde contribuintes podem contestar administrativamente – ou seja, sem passar pela Justiça – certas tributações aplicadas pela Receita.
A força-tarefa descobriu a existência de empresas de consultoria a vender serviços de redução ou desaparecimento de débitos fiscais no Carf. Tais consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do Carf. Elas conseguiam controlar o resultado dos julgamentos via pagamento de propinas. Entre seus clientes, estão as grandes empresas citadas pelo Estadão.
As investigações começaram no fim de 2013. Já foram examinados 70 processos em andamento ou já encerrados no Carf. No total, eles somam 19 bilhões de reais em tributos. Deste montante, os investigadores estão convencidos de que 5,7 bilhões foram ilegalmente “desaparecidos” nos processos já encerrados. Entre os crimes apurados na Zelotes, estão advocacia administrativa, tráfico de influência, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Na operação, houve busca e apreensão em Brasília, Ceará e São Paulo. Na capital federal, foram apreendidos 16 carros – entre veículos de luxo, nacionais e importados –, três motos, joias, cerca de 1,8 milhão de reais, 9 mil dólares e 1,5 mil euros. Em São Paulo, foram apreendidos dez veículos e 240 mil, em reais e moeda estrangeira. No Ceará, dois veículos também foram apreendidos.
O Ministério da Fazenda informou que já abriu processos administrativos contras as empresas envolvidas, tendo como base a Lei Anticorrupção, a mesma que dá suporte a processos da Controladoria Geral da União contra empreiteiras metidas na Lava Jato.
Todas as empresas citadas pelo Estadão disseram ao jornal desconhecer as denúncias ou se negaram a comentar o caso.
Abaixo, a lista de débitos investigados de algumas das empresas, segundo o Estadão:
SÃO PAULO (Reuters) - Bancários decidiram em assembleias realizadas nesta quinta-feira entrar em greve por tempo indeterminado no Brasil a partir da próxima semana após rejeitar proposta de reajuste salarial feita pelos bancos, informou entidade sindical que representa a categoria nesta quinta-feira.
Os bancários aprovaram decretação de greve a partir de 30 de setembro depois que sindicatos consideraram como insuficiente oferta de reajustes de 7 por cento no salário e de 7,5 por cento no piso da categoria. Os trabalhadores cobram aumento salarial de 12,5 por cento, décimo quarto salário e piso de 2.975,49 reais.
O reajuste de 7 por cento oferecido pelos bancos corresponde a 0,61 por cento de aumento real, enquanto o reajuste do piso fica 1,08 por cento acima da inflação, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em comunicado à imprensa.
Os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias no ano passado, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8 por cento, com ganho real de 1,82 por cento. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30 por cento nas vendas do varejo do início de outubro.
Um novo vírus conhecido como ProxyCharger está sendo utilizado para roubar dados bancários de internautas brasileiros. Através de um código malicioso escondido em um arquivo infectado, a ameaça se instala no computador, alterando as configurações de proxy para direcionar o usuário a versões falsas de sites de bancos. A ameaça é do tipo phishing, que envia e-mails com anexos infectados para aumentar o golpe e enganar mais pessoas.
Nesta semana, foi detectado um novo ataque do tipo phishing – envio de e-mails maliciosos – com intuito de roubar dados bancários de internautas brasileiros. Segundo o laboratório de pesquisa da empresa de segurança digital ESET, o ataque envolve usuários de vários bancos nacionais e internacionais, bandeiras de cartão de crédito e informações de pessoas jurídicas.
A finalidade do ProxyCharger é roubar informações pessoais para acessar sistemas bancários e realizar saques indevidos. Diferente do que acontece no restante do mundo, este tipo de ataque ganha força no Brasil, infectando uma grande quantidade de computadores.
Como o computador é infectado
O ataque se dá por e-mails maliciosos com um link que leva ao download de um arquivo infectado. O arquivo baixado é apresentado no computador como uma pasta, com uma mensagem que diz: “Execute_Para_Visualizar”. É claro que uma pasta não é um arquivo executável, porém, por falta de informação ou descuido, muitas pessoas executam o arquivo. Neste momento, o código malicioso inicia uma série de ações que alteram as configurações de proxy do sistema.
Em seguida, um script entra em ação para captar dados pessoais. Este arquivo contém regras vinculadas a diversos bancos brasileiros e internacionais, e, cada vez que o usuário acessar uma URL que coincida com estas regras, ela será filtrada pelo proxy. Desta maneira, ao acessar a URL do banco, o proxy modificado irá intervir encaminhando o usuário para uma versão falsa do site.
Como evitar
O falso site se parece muito com o site oficial do banco em questão, mas, neste caso, a versão falsa do site que os cibercriminosos copiaram é ou pode ser antiga. Ou seja, caso note uma alteração no layout da página do banco, desconfie e imediatamente interrompa a ação.
Providências básicas podem repelir por completo o ataque. É muito importante não abrir anexos de e-mails de desconhecidos e não clicar em nenhum tipo de link em mensagens suspeitas no seu e-mail. Além disso, mantenha sempre o hábito de realizar buscas por vírus em seu computador para manté-lo seguro e instale um bom software antivírus no PC. Li no blog Eduardo Silva (link).