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sábado, 20 de setembro de 2014

O que estaria dando errado na aliança Henrique e Wilma?

Faltando 15 dias para o pleito e com as pesquisas de intenção de voto já apontando para um eventual segundo turno, o retrato para o Senado é curioso. Enquanto a candidata Fátima Bezerra (PT) puxa o seu candidato ao governo para cima, Robinson Faria (PSD), Wilma de Faria (PSB), candidata do outro candidato a governador, Henrique Alves (PMDB), não contribui para um maior crescimento dele – Henrique está estagnado na casa dos 40%, segundo a última pesquisa Ibope -, e ela ainda se encontra em curva descendente. Sinal que o voto casado não está dando certo.
Wilma, que tinha condições favoráveis de disputar o governo pela terceira vez – pesquisas de intenção de voto realizadas antes da campanha indicavam isso – deixou de lado esse projeto para concorrer ao Senado se aliando a Henrique Alves que sonha em chegar ao governo do estado. Sempre disse que Wilma é uma verdadeira estrategista e que come e dorme fazendo política. Mas parece que ela fez escola e Henrique Alves aprendeu rápido suas lições. Ou seja, se você não pode derrotar o inimigo melhor trazer ele para o seu lado. E foi o que fez Henrique Alves.
Ao lado do primo senador-ministro Garibaldi Alves (PMDB) e do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia, dois ex-adversários de Wilma, que inclusive a derrotaram na campanha passada para o Senado, quando eram duas vagas em disputa – Gari até bem pouco tempo se orgulhava da surra de mais de 1 milhão de votos dados em Wilma -, Henrique Alves deu o que se pode chamar um “golpe de mestre” em Wilma. Convenceu-a a sair candidata ao Senado com apoio logístico e finaceniro a sua candidatura. A guerreira mordeu a ísca, quando seus correligionários queriam que ela fosse candidata ao governo.
Agora, diante das mais recentes pesquisas de intenção de voto Wilma se vê em apuros com a sua candidatura em queda livre e o seu companheiro de chapa, embora estagnado nos 40 pontos percentuais, à frente do seu principal concorrente, Robinson Faria. Os eleitores de Wilma e ela mesma devem estar se perguntando: e os Alves não estão pregando o voto casado não? Até tão, mas, os “bacuraus”, como são chamados os eleitores do PMDB no Rio Grande do Norte, estes certamente que não principalmente os garibaldistas, ou seja, eleitores de Garibaldi. A peça publicitária do programa eleitoral de Wilma, com Garibaldi pedindo voto pra ela saiu pela culatra. As pessoas são unânimes em afirmar que Garibaldi se mostra visivelmente constrangido. Para quem nos últimos anos se referia a dona Wilma como “aquela mulher” e nunca pelo seu nome, o ministro Garibaldi Alves pode parecer tudo no programa eleitoral de Wilma, menos sincero ao pedir voto pra guerreira.
Pra completar, o marketing de Wilma achou pouco e ainda colocou o senador José Agripino para pedir votos pra ela. Além do desgaste do senador José Agripino Maia por ser presidente do partido da governadora Rosalba Ciarlini – o DEM -,  governo esse que tanto Wilma critica, Agripino assim como Garibaldi nunca engoliu Wilma. Jajá, como é também conhecido Agripino Maia disse na convenção do PMDB que homologou a candidatura de Henrique Alves ao governo, com a presença de Wilma, que iria trepar até num pé de coco para buscar votos pra Wilma. Ele pode até subir no pé, mas os votos pra guerreira que é bom ele não está encontrando por parte de seus eleitores. Parece que o pé de coco do DEM secou.
Mas, voltando a Henrique e Wilma: se houver mesmo segundo turno como projeta o Ibope, e Robinson indo à disputa final com Henrique, e se Wilma não for eleita senadora, vamos ter oportunidade de ver o mesmo filme de uma campanha para governador quando Garibaldi foi candidato contra Wilma e Rosalba a candidata ao Senado de Gari. Naquela eleição houve segundo turno entre Wilma e Garibaldi. Rosalba já eleita senadora lavou as mãos. No primeiro turno Garibaldi tinha ganho para Wilma em Mossoró, terra natal da Rosa. Mas no segundo turno Wilma inverteu a situação. Resultado: Wilma se reelegeu governadora.
Resumo da ópera: acordos políticos nem sempre é bom para os dois lados que o fazem. A política tem provado isso.
A conferir!
Acesse o blogdobarbosa http://blogdobarbosa.jor.br/novo
Extraído do Portal No minuto/Coluna do Barbosa

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Elite branca" de São Paulo deu uma prova de sua "intolerância".

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247 - O protesto de alguns torcedores contra a presidente Dilma Rousseff ontem no Itaquerão, destacado pelos jornais da mídia familiar (leia mais aqui), foi o tema do comentário feito pelo colunista Juca Kfouri, nesta manhã, na rádio CBN.
Kfouri usou uma expressão do ex-governador Claudio Lembo e disse que a "elite branca" de São Paulo deu uma prova de sua "intolerância".
Segundo ele, ao contrário da vaia na abertura da Copa das Confederações, no Mané Garrincha, no ano passado, o que aconteceu ontem foi mais grave. "Ela foi xingada mesmo", disse ele. Os gritos eram: "ei, Dilma, vai tomar no c...".
"Na Copa, os estádios não eram para o povo, mas para quem tinha dinheiro para pagar ingressos caríssimos", disse ele. "Gente que tem dinheiro, mas não tem educação nem civilidade", afirmou.
Kfouri disse ainda que a elite paulista se mostrou "intolerante e mal-agradecida por quem deu a ela uma Copa padrão Fifa".

Fonte: BRASIL 247

terça-feira, 27 de maio de 2014

ACORDÃO

ACORDÃO – Túlio Lemos

O termo "acordão" continua incomodando os aliados do deputado Henrique Alves. Não soa bem para a população. Mas por que um acordo político, tão comum e com objetivos definidos, não é bem aceito pelo eleitorado?
EXPLICAÇÃO
A questão não é o agrupamento partidário em si, absolutamente legítimo e às vezes necessário. Ninguém teria respaldo se criticasse Henrique pelo fato de querer o maior número de partidos apoiando seu projeto. Isso é legítimo. Candidato tem buscar apoio e voto. O problema é outro.
PASSADO
Quando havia, na história recente do RN, a disputa entre Alves e Maia, havia coerência política e fidelidade partidária; tanto das lideranças, quanto dos eleitores. Havia diferença entre os partidos e disputas verdadeiras, sem falsidades ou acordos espúrios. Tudo isso mudou. Os políticos ficaram iguais e piores.
COERÊNCIA
O discurso atual de que a união entre contrários é pelo bem do RN é absolutamente falso. A união realmente existe, mas em torno dos projetos pessoais de cada um, das conveniências dos líderes partidários. Para isso, engolem as diferenças, tentam apagar as disputas recentes e os discursos inflamados. A agressão de ontem dá lugar ao elogio de hoje. Eles até conseguem mudar, alimentados pelo cinismo inerente ao momento; o eleitorado não absorve tão facilmente a mudança.
REALIDADE
Vejamos a situação do acordão atual, comandado por Henrique Alves: a chapa de governador e vice que pretende ‘salvar o RN’, é formada justamente por Henrique e João Maia, ambos integraram o Governo Rosalba até ontem, que previa salvar o RN das mãos de Wilma de Faria, que havia quebrado o RN.
COOPTAÇÃO
Henrique foi buscar para ser sua companheira de chapa majoritária, Wilma de Faria, justamente aquela que havia sido derrotada por José Agripino, Rosalba e Garibaldi. Wilma não foi atraída pelo que fez em duas gestões no executivo; mas pelo mal que poderia provocar na candidatura de Henrique, que aderiu ao Governo Rosalba e chancelou seu discurso de que Wilma havia quebrado o Estado.
SALADA
Com a chegada de Wilma na chapa de Henrique, houve um claro fortalecimento político, com reflexos eleitorais em sua candidatura. Porém, a ida de Wilma para o acordão também criou desconforto para os dois senadores que a derrotaram na última eleição: José Agripino e Garibaldi Filho. Ambos bateram forte na mãe de Lauro em 2010; em 2014 são obrigados a esquecer o discurso e formatar outro, conveniente ao momento.
DIFICULDADE
A maior dificuldade nesse caso, é para o senador José Agripino, que usou todo o seu dom da oratória para justificar que o eleitor deveria derrotar Wilma e sua turma para o Governo e o Senado; uma gestão marcada por escândalos de corrupção e até a prisão do próprio filho, acusado de usar a casa oficial como ‘quartel general’ das maracutaias financeiras. E agora? Esquece tudo? Em nome de que?
DIFICULDADE II
O ministro Garibaldi Filho também não estará em situação confortável para pedir votos para Wilma. E o problema não é o fato de ter sido derrotado por ela; isso faz parte do jogo eleitoral. A questão é o discurso. Além de Wilma ser desgastada pelos escândalos e sua imagem ser comprometida, há também o fato de que a salada partidária que se formou, não é vista pelo eleitorado como algo benéfico para o Estado, mas apenas um arrumado para tentar ganhar a eleição e eleger ou reeleger os filhos e outros parentes. Garibaldi pedir votos para Wilma não passa sinceridade.
PALANQUE
Como será a reação do eleitorado quando Henrique disser que essa união foi feita para ‘salvar o RN’? Embaixo do palanque, o eleitor olha pra cima e vê Zé Agripino, patrocinador de Rosalba; João Maia, integrante do conselho político; Garibaldi, que indicou cargos e fez dobradinha eleitoral com Rosalba; Aldair da Rocha (PTB), ex-secretário de Rosalba; Rogério Marinho (PSDB), ex-secretário de Rosalba e por aí vai. Ou seja: quem se dispõe a salvar o Estado, fez ou faz parte do Governo que afundou o Estado.
CONCLUSÃO
Talvez seja por isso que a tal ‘união para salvar o RN’ não tem recebido o apoio popular que tanto precisa. As lideranças interioranas, assim como as da capital, são acostumadas a mudar o discurso de acordo com a conveniência. Mas o eleitor, apesar do cabresto que querem lhe impor, pelo menos na majoritária, decide de acordo com o que pensa. Resta ao acordão convencer que a união das forças antagônicas não será boa somente para as famílias políticas.
FICHA SUJA
A turma do acordão gosta de apoiar candidato condenado ou ficha suja. Neste final de semana, Henrique, Agripino e Wilma foram a Ipanguaçu pedir votos para José de Deus, condenado por improbidade e considerado ficha suja pela Justiça Eleitoral. Repetem Mossoró.

FONTE: JH