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domingo, 20 de agosto de 2017

II Exposição Rosas do Deserto acontece em Natal no final do mês

Exposição tem comercialização de plantas e oferece cursos gratuitos de cultivo

Natal vai sediar no período de 31 a 03 de setembro a II Exposição de Rosas do Deserto, no Sam’s Club – BR 101, em Neópolis, com entrada gratuita e comercialização de mudas. A flor é nativa de ambientes áridos do norte da África, do Oriente Médio e podem ser cultivadas em apartamentos ou casas.

A espécie Adenium Obesum busca exatamente o que a capital potiguar tem o ano inteiro: sol e calor. Popularmente conhecida como rosa-do-deserto, essa planta é adaptável ao clima potiguar e de fácil cultivo. Para os iniciantes, a exposição oferece cursos gratuitos nesta sexta-feira (01) e sábado (02), as 9h30 e as 15h30.

Assim como as orquídeas, a rosa-do-deserto desperta paixão e atrai admiradores por sua floração e pela variedade, além das raízes que são uma atração à parte, se exibindo em vários formatos. Quando bem tratadas, florescem o ano inteiro, já que necessita de pouca água e muito sol, algo que na terrinha tem de sobra.

Serviço:

I Exposição de Rosas do Deserto – Fevereiro

Data:  até 5 de fevereiro
Local: Sam’s Club (Br – 101, Neópolis)
Horário: 8h às 21h (De 31 a 02)
No domingo (3), das 9h às 15h

Oficinas:

Dias: 01 e 02  de setembro
Horário: 9h30 e 15h30
Inscrições: Gratuitas e no local

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Natal recebe Exposição de Rosas do Deserto próxima semana

Natal vai sediar pela primeira vez uma Exposição de Rosas do Deserto, um tipo de planta totalmente adaptável ao nosso clima e de fácil cultivo. Além da exposição, acontecerão cursos gratuitos sobre cultivo e a comercialização de mudas.  A exposição será aberta dia 02 e segue até 05 de fevereiro, das 8h às 21h, no Sam’s Club, (Br – 101, Neópolis).

A rosa-do-deserto – nome popular da espécie denominada de Adenium obesum – é nativa de ambientes áridos do norte da África e do Oriente Médio. A planta tornou-se – assim como as orquídeas ou roseiras comuns – um vício para muitos jardineiros e admiradores. O que é absolutamente compreensível: além da floração magnífica, em tons que variam do branco ao rosa e ao carmim metálico, a rosa-do-deserto é um vegetal muito singular.

O detalhe curioso é que as partes inchadas, que lembram o aspecto de uma pata de elefante, são compostas basicamente pelas raízes que se projetam para fora do chão. O culto à rosa-do-deserto fez surgir uma infinidade de técnicas que visam produzir combinações de cores inéditas, flores com design diferenciado e principalmente raízes nos formatos mais improváveis.

Segundo os especialistas, a Roda do Deserto pode ser cultivada tanto em casas quanto em apartamentos. A planta necessita de pouca água e muito sol e em regiões quentes florescem o ano inteiro.

Serviço:
I Exposição de Rosas do Deserto - Fevereiro
Data: 02 a 05 de fevereiro
Local: Sam’s Club (Br – 101, Neópolis)
Horário: 8h às 21h (De 02 a 04 de agosto)
No domingo (05), a partir das 9h às 15h

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Após 70 anos, cientistas explicam movimento de pedras gigantes

Foto: APFoto: AP

Após mais de 70 anos, cientistas finalmente resolveram o "mistério" das pedras que se movimentam sozinhas no deserto de Mojave, na Califórnia, em local conhecido como Vale da Morte. Richard Norris, da Universidade da Califórnia, ao lado de seu primo James Norris, foi o responsável pela pesquisa reveladora.

As pedras de cerca de 300kg ficam em um lago plano e seco, inteiro rodeado por montanhas. O rastro de seus movimentos é evidente e se explica por conta das chuvas na região. Em estudo publicado nesta semana na revista "PLOS ONE", eles afirmam que a chuva produz uma capa de água sobre o terreno. De noite, o frio congela essa água e forma uma fina capa de gelo na qual ficam presas as rochas.

Ao amanhecer, o gelo quebra e cria placas de vários metros de largura que são deslocadas com o vento. Dessa forma, as pedras se movem sobre o barro impulsionadas pelas placas de gelo, a uma velocidade de até cinco metros por minuto.

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Richard e James filmaram o fenômeno, o que é muito difícil por conta das condições climáticas do local. Além disso, é muito raro chover no Vale da Morte, que mantém temperaturas médias altíssimas. A combinação só é possível com uma rara mistura de chuva e baixa temperatura, que congela a água antes que ela evapore, formando as placas de gelo.

Fonte: Yahoo Notícias

quarta-feira, 10 de abril de 2013

COPIA, BRASIL: ISRAEL: Revista Época: "Os inovadores que tiram água do deserto"


Quem quiser entender como a humanidade poderá vencer a escassez de água deve olhar para um exemplo no planeta – o minúsculo Estado de Israel.
ALEXANDRE MANSUR
O engenheiro Diego Berger, da empresa nacional de abastecimento de Israel, a Mekorot, começa de forma bem-humorada uma apresentação de slides que mostra os feitos de seu país no gerenciamento de recursos hídricos. “O povo de Israel historicamente apresenta soluções inovadoras para os problemas da água”, afirma. Ele então exibe na tela uma ilustração da passagem bíblica em que Moisés tira água da pedra com um cajado. Na cena seguinte, outra imagem do Antigo Testamento: Moisés abre o Mar Vermelho. “Nas últimas décadas, porém, nossa tecnologia foi bastante aprimorada”, diz Berger. A platéia ri.
A empresa de Berger é um exemplo de boa gestão da água. O sistema de abastecimento da Mekorot no país tem duas redes distintas. A primeira leva água potável para o consumo das casas, dos escritórios e indústrias. A outra rede irriga as plantações com a água recolhida de esgotos e tratada. Cerca de 72% da água tem segundo uso. Trata-se de um índice de reúso sem par no mundo. O país mais próximo disso, a Espanha, recicla apenas 12% da água.
Os israelenses precisaram se adaptar a uma faixa de terra que no sul é desértica e no norte, a área mais úmida, apresenta índices de precipitação equivalentes aos da região semi-árida no Brasil. Ainda assim, abastecem a população e exportam produtos agrícolas. A tecnologia para tratamento e reciclagem da água é vista pelos israelenses como uma vantagem no mundo globalizado. “Nossa vocação é virar a referência mundial no tema”, diz Booky Oren, coordenador da Watec, uma feira de tecnologias ligadas a tratamento de água que começará no mês de novembro. A feira pretende atrair milhares de visitantes. As duas centenas de empresas de água do país já exportaram US$ 900 milhões no ano passado. O setor tende a crescer com a crise global de água. E os israelenses são a maior referência mundial no assunto.
A idéia de promover as indústrias de água do país foi de Oded Distel, diretor de investimentos internacionais do Ministério da Indústria, Comércio e Trabalho. Em 2002, quando ele era adido comercial na Grécia, tentou vender uma instalação de tratamento de lixo para a ilha de Chipre. “Não ganhamos o contrato, mas compreendi claramente que não podíamos ficar fora daquele mercado”, diz. Ele conta que, na última década, Israel exportou empresas de segurança privada, explorando a imagem de eficiência do Mossad, o serviço de Inteligência do país. Agora o objetivo é fazer o mesmo marketing com a água. “É bem mais fácil de vender. Nosso sucesso com os recursos hídricos não tem lado negativo”, afirma Distel.
Israel entrou no mercado internacional de água no início dos anos 60, quando os fazendeiros desenvolveram um novo sistema de irrigação, por gotejamento. Em vez de despejar a água diretamente no solo, tubos de plástico com furos deixam passar, gota a gota, a quantidade mínima para o crescimento das plantas. Isso reduz a perda por evaporação e a salinização do solo. A técnica permitiu um uso mais eficiente da água. Hoje, mais de 80% da produção agrícola de Israel é exportada. E o país passou a vender a tecnologia de gotejamento. Estima-se que as empresas israelenses controlam metade do mercado mundial desse tipo de irrigação, que movimenta US$ 1,2 bilhão por ano.
Para incentivar o desenvolvimento de inovações, o governo israelense destinou US$ 2,2 milhões para incubadoras de empresas do setor de tecnologia de água
O orgulho mais recente dos israelenses é sua indústria de dessalinização da água do mar. Próxima à conflagrada Faixa de Gaza, a usina de Ashkelon, de US$ 250 milhões, foi inaugurada no fim de 2005, às margens do Mediterrâneo. Ela é a maior do mundo em seu gênero. Produz o suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de pessoas. A água captada no mar é injetada em alta pressão dentro de 40 mil tubos de plástico. No interior deles, um feixe de membranas, como as camadas de um palmito, extraem o sal da água. O líquido que sai do outro lado é tão puro que os técnicos precisam adicionar de volta alguns sais minerais que compõem a água potável comum.
O governo pretende instalar duas outras grandes usinas como essa. Hoje, as 31 usinas de dessalinização do país produzem 15% da água que a população consome. A meta é chegar a 40% nos próximos cinco anos. Com uma usina de dessalinização própria, o kibutz – uma espécie de fazenda coletiva – Ma’agan Mikhael, um dos mais ricos do país, situado no litoral, retira água salobra do subsolo arenoso. Com ela, produz morangos suculentos como os da Califórnia e cria carpas para exportação.
Embora representem o que existe de mais avançado em reciclagem de água, as tecnologias israelenses não podem ser vistas como solução para todos. Antes de pensar em dessalinizar água do mar, países como o Brasil podem investir em soluções mais simples, como reduzir o vazamento na rede de distribuição. A verdadeira lição de Israel foi ter enfrentado limitações de recursos naturais criando uma política de incentivo à inovação tecnológica. Israel investe 4,8% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, porcentual superior à de quase todos os países desenvolvidos.

SAL DA TERRA
A maior parte desse dinheiro é disputada por centros de pesquisas e incubadoras de empresas, para estimular a competitividade. O governo paga apenas 35% do orçamento do Instituto Weizmann, um dos principais centros de pesquisa do país. Os pesquisadores têm de buscar recursos na indústria ou em fundos privados. Isso gera pesquisas mais conectadas com a necessidade das empresas. E estimula pesquisadores e engenheiros a lançar seus produtos no mercado. No fim do ano passado, cerca de 108 pequenas empresas chegaram ao mercado com tecnologias inovadoras de água. Segundo o governo, investidores aplicaram US$ 1,2 bilhão em 2005 para capitalizar empresas do setor. Nos próximos três anos, o governo destinará US$ 2,2 milhões para incubar ainda mais negócios na área.
As empresas geram produtos que chamam a atenção no mercado internacional. Um deles é um depurador industrial de água que mata os microrganismos usando raios ultravioleta. O processo, recentemente patenteado por um grupo de pesquisadores da empresa Atlantium, chegou ao mercado em 2006. No início do ano, a companhia foi apontada pela revista de negócios e tecnologia americana Red Herring como uma das cem mais promissoras do mundo. Eles têm em quem se mirar. Há duas décadas, um grupo de engenheiros do kibutz Amiad desenvolveu um filtro com cartuchos revestidos de membranas de tecido sintético que é autolimpante. A tecnologia hoje sustenta uma empresa que exporta filtros de US$ 30 mil para agricultores na Austrália e fatura cerca de US$ 40 milhões por ano. Para o Brasil, que tem a maior bacia hidrográfica do mundo, Israel serve como exemplo de país que constrói sua competitividade a partir não da abundância de recursos naturais, mas justamente de sua escassez.