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sábado, 27 de outubro de 2018

Morre João W. Nery, ativista e 1º homem trans a ser operado no Brasil

João W. Nery, psicólogo, escritor, ativista e considerado o 1º homem trans a ser operado no Brasil, morreu nesta sexta-feira (26), aos 68 anos. Internado desde setembro, ele lutava contra um câncer de pulmão. A notícia foi confirmada pelo IBRAT (Instituto Brasileiro de Transmasculinidade).
"Mesmo que estejamos tristes, pois sabemos do tamanho do amor que temos por João, sabemos agora que o sofrimento dele se findou. A nós, fica o compromisso e a responsabilidade de não deixarmos que as lembranças se percam e que mantenhamos João vivo em nós e nas nossas histórias", diz nota divulgada pelo instituto. "Continuaremos o que ele começou", finaliza.
Em setembro, Nery -- que já vinha lutando contra o câncer há algum tempo -- foi informado de que o câncer no pulmão havia atingido o cérebro. Naquele momento, o ativista divulgou um texto em suas redes sociais em que pediu para seus admiradores "seguissem com a defesa da causa transexual".
"Continuem a nossa luta por nossos direitos, se unam, não oprimam os nosso irmãos oprimidos já por tanta transfobia e sofrimento. Basta saber quem é e que se sente do gênero masculino. Vamos nos respeitar, nos unir, nos fortalecer e, sobretudo, ensinar aos homens cis o que é ser homem sem medo do feminino", escreveu à época.
Na mesma postagem, ele afirmou que, enquanto buscava a cura, também estava escrevendo um livro chamado Velhice Transviada e que pretendia terminá-lo e lançá-lo até o final deste ano. Em entrevista recente à Agência Brasil, ele falou sobre o projeto.
"A velhice na nossa cultura é a partir dos 60, mas se uma mulher trans, por exemplo, fez 50, ela já é uma sobrevivente. Já pode se considerar uma mulher velha. E não tem asilo para os trans velhos, não tem saúde específica para atendê-los. Eles muitas vezes não têm estudo e não têm casa para morar", disse. Ainda não há informações sobre a publicação da obra.
Leia a matéria na íntegra, clique AQUI
Fonte: Huffpost Brasil

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Adolescente que deveria passar por cirurgia na vesícula é operado de fimose, em João Pessoa

Hospital Arlinda Marques
O Complexo Pediátrico Arlinda Marques abriu uma sindicância para apurar um erro médico que teria ocorrido dentro da unidade. O caso foi denunciado nessa quinta-feira (23) após um adolescente de 15 anos ter sido operado de fimose (tecido que cobre a parte superior do pênis), quando deveria ter passado por um procedimento cirúrgico na vesícula. O hospital é situado no bairro Jaguaribe, em João Pessoa.

O pai do garoto, que não quis ser identificado, relatou que o menor deu entrada no hospital para retirar pedras na vesícula, após exames comprovarem o problema de saúde. A família desconfiou do possível erro quando o rapaz saiu da sala de cirurgia.
- Quando eu voltei para o hospital para saber como foi a cirurgia do meu filho fui observar o tamanho do corte na barriga e daí não encontrei nenhum curativo. O meu filho ainda sob efeito da anestesia apontou para parte um pouco abaixo da barriga e, quando fui olhar, percebi que ele tinha feito uma cirurgia de fimose. Ele não tinha problema de fimose. Chamei o médico, falei do erro e ele, na hora, me pediu desculpas pelo ocorrido – disse o pai.
Após a constatação do local errado da cirurgia, o garoto passou por novo procedimento cirúrgico. “Eu disse que só saia do hospital, após meu filho fazer a cirurgia certa. Ele entrou novamente na sala para fazer nova cirurgia. Isso é um absurdo um erro desses. O médico falou que trocaram as fichas”, observou. “E meu filho foi quem sofreu pelo erro dos outros?”, indagou o pai, inconformado. O adolescente está internado em uma das enfermarias da unidade de saúde e se recupera bem.
O diretor geral do complexo pediátrico, Bruno Leandro de Sousa, adiantou que está fazendo a análise dos prontuários para identificar se houve mesmo erro no procedimento. Ele adiantou que o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) já foi comunicado e abriu investigação. A sindicância deve durar 30 dias.
- Recebemos a denúncia da família sobre um possível erro no procedimento cirúrgico e vamos apurar. Tudo está sendo apurado e o adolescente está sendo assistido. As investigações irão apontar se houve um equívoco do profissional de saúde – comentou o diretor.
Nem a direção do hospital e nem os pais do garoto revelaram o nome do médico.